Segundo o processo, o conteúdo foi elaborado pela equipe do banco e enviado em um envelope para a casa do senador. “Ainda de acordo com a Polícia Federal, o conteúdo da versão entregue é “reproduzido de forma integral pelo parlamentar” ao Senado, tendo Vorcaro afirmado, logo após a publicação da proposta de emenda, que o ato legislativo “saiu exatamente como mandei”.
“Segundo os autos, o texto da emenda foi elaborado pela assessoria do Banco Master, encaminhado por André Krushewsky Lima a Daniel Vorcaro, impresso e entregue em envelope endereçado ‘Ciro’, no endereço residencial do senador, coincidente com aquele constante de seus dados fiscais”, afirma a sentença de Mendonça, citando conteúdo da investigação da PF (Polícia Federal).
A emenda, apelidada de ‘emenda Master’ nos bastidores do Congresso, beneficiaria o banco ao aumentar o volume de recursos garantidos pelo FGC, atraindo mais investidores para os CDBs (Certificados de Depósito Bancário) vendidos pela instituição.
Os CDBs do Master eram oferecidos como os mais rentáveis do mercado, vendidos com o atrativo de terem a cobertura do FGC, que assegura pagamento de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ em ativos de renda fixa.
O advogado de Ciro Nogueira, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, disse que ainda está se informando da situação e que seu escritório acompanha a busca e informação. A reportagem não localizou a defesa de Felipe Vorcaro.
Além de ter reproduzido a emenda que beneficiaria o banco, o senador e presidente do PP também é acusado na decisão de receber uma espécie de mesada do dono do Master, Daniel Vorcaro, no valor de R$ 500 mil. Os pagamentos seriam efetuados pelo primo de Vorcaro, Felipe Vorcaro, preso na manhã desta quinta./Folha SP
(Foto: Reprodução)





