Ceará NotíciasCeará NotíciasCeará Notícias
Font ResizerAa
  • Página Inicial
  • Destaques
  • Ponto Político
  • Política
  • Ceará
  • Esporte
  • Últimas Notícias
  • Entre em Contato
Font ResizerAa
Ceará NotíciasCeará Notícias
  • Página Inicial
  • Destaques
  • Ponto Político
  • Política
  • Ceará
  • Esporte
  • Últimas Notícias
  • Entre em Contato
Pesquisar
  • Página Inicial
  • Destaques
  • Ponto Político
  • Política
  • Ceará
  • Esporte
  • Últimas Notícias
  • Entre em Contato
Siga-nos
Ceará Notícias > Blog > Destaques > Risco de câncer de mama com DIU é baixo, apesar de associação em estudos, dizem especialistas
DestaquesOutros

Risco de câncer de mama com DIU é baixo, apesar de associação em estudos, dizem especialistas

Ultima atualização: 31/03/2026 9:34 AM
Redação
Compartilhar
7 Min. de Leitura
Compartilhar

Estudos epidemiológicos investigam há alguns anos a possível relação entre o uso de DIU (dispositivo intrauterino) hormonal e o risco de câncer de mama, tema que frequentemente gera dúvidas entre pacientes em consultórios e nas redes sociais. Embora análises de grandes bases populacionais apontem uma associação estatística entre o DIU liberador de levonorgestrel, um tipo de hormônio sintético, e um aumento no risco da doença, especialistas pedem cautela na interpretação desses resultados.

Um dos estudos mais citados, publicado em 2024 no Jama (Journal of the American Medical Association), foi conduzido na Dinamarca e analisou dados de mais de 150 mil mulheres, metade das quais eram usuárias do DIU hormonal. Após ajustes estatísticos, os pesquisadores observaram aumento relativo de 40% no risco de câncer de mama associado ao uso do método.

Um trabalho mais recente, realizado na Coreia do Sul e publicado em 2025 na revista Obstetrics & Gynecology, acompanhou mulheres com idades entre 30 e 49 anos e diagnóstico de patologias que poderiam ser beneficiadas pelo uso de levonorgestrel. A pesquisa identificou um risco 38% maior de desenvolver câncer de mama entre as usuárias de DIU hormonal.

Contudo, é preciso interpretar esses achados com cautela. “Apesar do aumento relativo demonstrado em alguns estudos, o aumento absoluto é baixo, e esses valores são similares aos observados com uso de anticoncepcionais orais ou por obesidade e consumo de bebidas alcoólicas”, analisa o oncologista Diogo Sales, do Einstein Hospital Israelita em Goiânia.

Alta eficácia e longa duração

O DIU é um método contraceptivo de longa duração inserido no útero e disponível em duas principais versões: de cobre e hormonal. No primeiro caso, o dispositivo libera íons de cobre que provocam uma reação inflamatória local tóxica aos espermatozoides, reduzindo sua mobilidade e viabilidade. Já o DIU hormonal libera levonorgestrel, um progestagênio —hormônio sintético com ação semelhante à da progesterona— que espessa o muco cervical e altera o endométrio, dificultando a fecundação e a implantação do embrião.

Ambos têm alta eficácia contraceptiva, com taxa de falha inferior a 1%, e podem permanecer no organismo por vários anos: de três a cinco anos no caso do DIU hormonal e até 10 anos no DIU de cobre.

No entanto, o uso desses dispositivos ainda é relativamente baixo no Brasil. Dados da PNS (Pesquisa Nacional de Saúde) de 2019 indicam que o método era utilizado por cerca de 3,8% das brasileiras, enquanto a pílula contraceptiva aparecia como o método mais comum, usada por 34,1%.

O acesso também é limitado no sistema público: levantamento recente do Censo das Unidades Básicas de Saúde mostrou que apenas 19,7% das UBS realizam a inserção do dispositivo, o que contribui para a baixa utilização do método no país.

Além da contracepção, o DIU hormonal também é utilizado no tratamento de condições ginecológicas, especialmente o sangramento uterino aumentado. Ele reduz o espessamento do endométrio e pode evitar intervenções como cirurgias para retirada do útero.

Fatores de risco

A possível ligação entre contraceptivos hormonais e câncer de mama está relacionada ao papel dos hormônios sexuais no crescimento das células mamárias. Isso porque o tecido da mama é sensível a estrogênio e progesterona, que regulam a proliferação celular.

“A exposição prolongada a essas substâncias ao longo da vida pode aumentar a probabilidade de duplicação no DNA e, portanto, o surgimento de células cancerígenas”, explica Sales. Entre os fatores que aumentam o tempo de exposição hormonal estão menarca precoce, menopausa tardia ou não ter filhos.

Mas ele também é suscetível ao consumo de álcool e à obesidade, por exemplo, além da genética. “O risco do anticoncepcional é de magnitude similar a outros fatores conhecidos”, aponta o oncologista.

“Pelo histórico familiar, independentemente do componente genético, se você tem um parente de primeiro grau que teve câncer de mama, o risco aumenta em duas vezes. Se tiver dois parentes de primeiro grau que tiveram a doença, o risco é três vezes maior que o da população geral.”

Muitos estudos observacionais não conseguem controlar completamente outros fatores que influenciam o risco de desenvolver a doença. Portanto, esses percentuais precisam ser interpretados no contexto do risco absoluto da doença. E, mesmo nos estudos que olharam para esse contexto, o impacto absoluto foi pequeno. No caso da Dinamarca, entre um e 14 casos adicionais de câncer de mama a cada 10 mil mulheres que utilizam o DIU.

“Pode ser difícil refinar os estudos a ponto de chegar à conclusão de que os casos poderiam ter outra associação. Então, vale reforçar a mudança de estilo de vida para reduzir risco de câncer de mama. Isso é o mais importante”, orienta Ilza Maria Urbano Monteiro, presidente da Comissão Nacional Especializada em Anticoncepção da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia).

Benefícios e contraindicações

A dimensão de tratamento também precisa entrar na avaliação de risco e benefício do método contraceptivo. O DIU hormonal está associado à proteção contra o câncer de endométrio, por exemplo.

“Há mais casos de câncer de mama, mas proporcionalmente as mulheres têm sido pior atendidas no que se relaciona ao câncer de endométrio”, relata Monteiro.

Na prática, a escolha deve alinhar os objetivos da paciente com possíveis riscos e contraindicações, como histórico oncológico. No caso do DIU hormonal, ele é contraindicado a quem já teve câncer de mama, pois o hormônio também pode ter efeitos sistêmicos no organismo.

“Toda medicação, até coisas simples como vitaminas, tem efeitos benéficos e colaterais”, pondera Diogo Sales. “O importante é que as pessoas sejam bem orientadas antes de utilizar, questionem possíveis efeitos adversos e entendam potenciais riscos associados.”Folha SP

(Foto: Reprodução)

Compartilhar Notícia
Facebook Twitter Pinterest Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram
O que você acha?
Feliz0
Amor0
Embaraçar0
Triste0
Nervoso0
Surpresa0

Veja Também

CearáDestaques

Júnior Mano participa da reinauguração do Mercado Público Central de Itaitinga ao lado de Marquinhos Tavares e Acilon Gonçalves

1 de maio de 2026
CearáDestaques

Entidades sindicais realizam ato do Dia do Trabalhador em Crateús e defendem direitos da classe trabalhadora

1 de maio de 2026
CearáDestaques

Raimundo Martins lança pré-candidatura a deputado federal em ato do PT em Fortaleza no próximo dia 16 de maio

1 de maio de 2026
CearáDestaques

Cid diz que “faltou espírito republicano” por parte de Lula na indicação de Jorge Messias para o STF

1 de maio de 2026

 

CONTATO
[email protected]
WhatsApp (88) 9764 47 97

Categorias

  • Página Inicial
  • Destaques
  • Ponto Político
  • Política
  • Ceará
  • Esporte
  • Últimas Notícias
  • Entre em Contato

Tags

Ceará Destaques Educação Espaço Aberto Esporte Famosos Geral Interior Internacional Municípios Outros Policial Política Ponto Político
Welcome Back!

Sign in to your account

Perdeu sua senha?