O líder do governo Lula na Câmara Federal, deputado José Guimarães (PT-CE), depois de um tempo afastado das articulações políticas por conta de recuperação cirurgica, voltou as atividades com toda energia e disposição, reafirmando sua pré-candidatura ao Senado que segue firme e que não há disposição para recuar. O parlamentar foi categórico ao afirmar que “não negocia a própria saída” e que, se necessário, enfrentará uma disputa interna dentro do PT para garantir sua indicação.
“Não tenho disposição de negociar a minha saída. Se for preciso, irei para a disputa interna. Sempre tive maioria no partido e continuo acreditando no diálogo político, mas sem abrir mão das convicções”, afirmou Guimarães.
Segundo o deputado, sua trajetória no PT o credencia para a disputa, que sempre lutou para manter viva a célula petista no estado, “nos tempos bons e também nos momentos mais difíceis”.
Coordenação nacional e papel estratégico no PT
Além de manter a pré-candidatura, Guimarães anunciou que será o coordenador do Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) nacional do PT, colegiado responsável por analisar candidaturas e estratégias do partido em todos os estados.
A nova função reforça a influência política do cearense dentro da legenda e o coloca no centro das discussões sobre os rumos eleitorais do partido nas eleições de 2026.
“Vamos trabalhar para que o PT tenha candidatos e suplentes comprometidos com o projeto progressista e com as pautas do governo Lula. O partido fará uma análise rigorosa sobre cada nome que representará nossa base”, ressaltou.
“Jogo duplo é inaceitável”
Guimarães também falou sobre temas recentes e fez críticas diretas a parlamentares que, segundo ele, tentam fazer “jogo duplo”, buscando apoio do governo nos estados, mas votando contra as pautas governistas em Brasília.
“Esse tipo de comportamento é inaceitável. Não dá para pedir ajuda do governo no estado e, em Brasília, votar contra o governo Lula. É preciso coerência política e respeito à base que representamos”, afirmou o líder.
Pente fino nas candidaturas
Com as recentes tensões no Congresso Nacional, o PT nacional deve adotar um filtro mais rigoroso na escolha dos nomes ao Senado, incluindo análise de suplentes e alianças regionais.
O objetivo, segundo a direção da legenda, é assegurar candidaturas alinhadas com o projeto de governo e com a pauta progressista, evitando divisões internas e apoios contraditórios.






