“Eu estou muito infeliz no PDT, porque a burocracia do PDT tirou o partido no Ceará. Hoje, se eu quiser ser candidato no Ceará, eu não tenho partido, porque o meu partido foi vendido para o PT”, afirmou o ex-governador cearense.
Segundo ele, a perda de influência do grupo pedetista no Estado estaria diretamente ligada às articulações políticas do ministro da Educação, Camilo Santana (PT), que teria ampliado sua força sobre setores do PDT cearense após articulações das alianças locais.
Tentativa de reorganizar a oposição
Durante a entrevista, Ciro reforçou a intenção de reunir todos os setores e lideranças que fazem oposição ao governo petista no Ceará, mirando as eleições de 2026. O ex-ministro afirmou que pretende construir uma frente ampla de enfrentamento à hegemonia do PT no estado.
“O PL faz parte desse empreendimento”, disse Ciro, sinalizando que busca diálogo com lideranças da direita e do centro político para formar um novo bloco oposicionista.
A declaração reforça a estratégia de reaproximação entre Ciro e parte da oposição, após o esvaziamento político do PDT no Ceará desde o rompimento com o grupo do atual senador Cid Gomes (PSB).
Críticas ao irmão Cid Gomes e ao PSB
Ciro também lamentou publicamente o apoio de seu irmão, o senador Cid Gomes, à possível candidatura do deputado federal Júnior Mano (PSB) ao Senado em 2026.
“O Júnior Mano está respondendo a um inquérito na Polícia Federal. É isso que está acontecendo no Ceará”, afirmou Ciro, em tom de crítica à condução política do PSB no Estado.
As declarações expõem mais uma vez as divergências familiares e políticas entre os irmãos Ferreira Gomes, que desde 2022 têm seguido caminhos distintos. Enquanto Cid trabalha para estruturar o PSB no Ceará, Ciro tenta reconstruir sua base política e retomar protagonismo no campo da oposição.
Sinalização de Ciro
A declaração de Ciro é relevante, uma vez que se trata da primeira sinalização pública de crítica ao seu partido, quem conhece a inteligência de Ciro, já sabe que ele prepara o terreno para deixar a legenda e se abrigar novamente no ninho tucano, do amigo de confiança Tasso Jereissati.






