Após responsabilizar o presidente Lula pelas novas taxas sobre os produtos brasileiros, Tarcísio mudou de tom e de posicionamento.
Tarcísio conseguiu perceber tardiamente que os impactos na economia são grandes e o estado de São Paulo é um dos mais afetados. Ao ser questionado pelos jornalistas sobre o impacto na economia do estado, o governador destacou que o momento agora demanda esforço coletivo. “Acho que o momento demanda união de esforços, demanda sinergia, porque é algo complicado para o Brasil, é algo complicado para alguns segmentos da nossa indústria, do nosso agronegócio. A gente precisa estar de mãos dadas agora, deixar a questão política de lado e tentar resolver essa questão”, afirmou o governador em Cerquilho (SP), onde participou da formatura de alunos de cursos de capacitação profissional.
Questionado sobre a exigência de anistia geral aos acusados pela trama golpista e pelos ataques do 8 de Janeiro em troca do fim do tarifaço de Trump, na linha do que defendem o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro, Tarcísio disse que isso é uma questão de “ponto de vista”.
Ao final da entrevista deste sábado, Tarcísio também foi questionado sobre o fato de ter telefonado para ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) para que esses autorizassem o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a viajar aos EUA para se encontrar com Trump e negociar o tarifaço. A iniciativa revelada pela coluna Mônica Bergamo, da Folha, foi considerada surpreendente e esdrúxula pelos ministros.
“Assinei alguma petição? Não. Isso é bobagem”, limitou-se a responder aos jornalistas.





