Ceará NotíciasCeará NotíciasCeará Notícias
Font ResizerAa
  • Página Inicial
  • Destaques
  • Ponto Político
  • Política
  • Ceará
  • Esporte
  • Últimas Notícias
  • Entre em Contato
Font ResizerAa
Ceará NotíciasCeará Notícias
  • Página Inicial
  • Destaques
  • Ponto Político
  • Política
  • Ceará
  • Esporte
  • Últimas Notícias
  • Entre em Contato
Pesquisar
  • Página Inicial
  • Destaques
  • Ponto Político
  • Política
  • Ceará
  • Esporte
  • Últimas Notícias
  • Entre em Contato
Siga-nos
Ceará Notícias > Blog > Destaques > Você sabe o que é pré-diabetes? Veja os sintomas e como tratar
DestaquesOutros

Você sabe o que é pré-diabetes? Veja os sintomas e como tratar

Ultima atualização: 02/07/2025 9:13 AM
Redação
Compartilhar
11 Min. de Leitura
Compartilhar

O Brasil tem, hoje, 16,6 milhões de pessoas com idade entre 20 e 79 anos vivendo com diabetes, segundo a última edição do atlas da Federação Internacional de Diabetes (IDF). O número coloca o País na sexta posição do ranking mundial de nações com mais casos da doença e representa um salto de 403% na comparação com 2000, primeiro ano do mapeamento. Além dos casos já estabelecidos, há outros milhões de brasileiros à beira do quadro, em um estágio chamado de pré-diabetes.

De acordo com o levantamento, em 2024, 15,2 milhões de pessoas no Brasil receberam diagnósticos de glicose em jejum prejudicada e 17,7 milhões de tolerância à glicose diminuída, dois marcadores laboratoriais que alertam para o pré-diabetes. As condições, que podem coexistir, revelam que o organismo já enfrenta dificuldades para controlar a o açúcar no sangue. Saiba mais sobre esse quadro:

O que é pré-diabetes?

O pré-diabetes é uma condição em que os níveis de glicose no sangue (açúcar no sangue) estão acima do normal, mas não altos o suficiente para serem classificados como diabetes tipo 2 – tipo mais comum da doença, que ocorre quando o corpo não consegue produzir insulina corretamente e as células se tornam mais resistentes à sua ação.

“É preocupante, pois se caracteriza pelo risco aumentado para o desenvolvimento futuro de diabetes tipo 2, além de doenças cardiovasculares”, explica Tarissa Petry, endocrinologista do Centro Especializado em Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

Segundo o Ministério da Saúde, 50% dos pacientes que têm esse diagnóstico prévio, mesmo com as devidas orientações médicas, desenvolvem a doença definitiva posteriormente. Vale destacar que ter o diabetes tipo 2 aumenta os riscos de problemas cardiovasculares, renais, neurológicos e oculares, além de complicações por infecções e dificuldades na cicatrização.

Quais as causas?

O desenvolvimento do pré-diabetes é fruto da associação entre uma tendência genética e fatores comportamentais, “como superalimentação e presença de sobrepeso e obesidade“, descreve o médico Ruy Lyra da Silva Filho, coordenador do Departamento de Diabetes Mellitus da Sociedade Brasileira de Endocrinologia (Sbem).

Características genéticas e o aumento do peso, principalmente da gordura visceral, levam à uma maior resistência do corpo à insulina, hormônio produzido pelo pâncreas que tem como função principal colocar a glicose dentro das células para gerar energia. Se esse açúcar não é aproveitado, começam os prejuízos. Além disso, essa resistência pode ser provocada pelo uso de medicamentos que interferem em sua ação.

Como identificar se tenho pré-diabetes?

O pré-diabetes geralmente é assintomático, pois a glicemia ainda não está alta o suficiente para manifestar sinais clínicos e característicos do diabetes. Assim, a maioria das pessoas só descobre a condição ao fazer exames de rotina.

Nesses casos, os critérios para o diagnósticos de pré-diabetes incluem:

  • Glicemia de jejum entre 100 e 125 miligramas por decilitro (mg/dL);
  • Hemoglobina glicada (exame que indica o nível médio de glicose no sangue nos últimos meses) entre 5,7% e 6,4%;
  • Teste oral de tolerância à glicose (TOTG) com glicemia de 2h entre 140 e 199 mg/dL.

Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), esses exames devem ser feitos regularmente a partir dos 35 anos, em especial entre pessoas com fatores de risco, como sobrepeso ou obesidade e histórico familiar do problema.

Ainda de acordo com a SBD, alguns sinais que mostram que o paciente já ultrapassou o estágio de pré-diabetes para diabetes tipo 2 são:

  • Aumento da sede e da fome;
  • Micção frequente;
  • Fadiga;
  • Visão turva;
  • Dormência ou formigamento nas mãos e nos pés;
  • Feridas que não cicatrizam;
  • Infecções frequentes;
  • Perda de peso não intencional.

Esse quadro oferece riscos à saúde? Quais?

Como visto, normalmente o pré-diabetes não provoca sintomas. No entanto, estudos indicam que o público com essa alteração pode ter um risco aumentado de apresentar alguns problemas.

“No pré-diabetes, a maioria dos indivíduos já apresenta algum grau de comprometimento do sistema cardiovascular”, aponta Luciano Giacaglia, coordenador do Departamento de Diabetes Tipo 2 e Pré-diabetes da SBD.

Segundo o médico, muitos pacientes podem evoluir para um infarto ou um acidente vascular cerebral (AVC) antes mesmo de receberem o diagnóstico de diabetes.

“Isso mostra que o pré-diabetes não é apenas um fator de risco para o desenvolvimento do diabetes tipo 2, mas também para complicações cardíacas”, destaca.

Além disso, segundo Giacaglia, há uma relação direta entre níveis altos de glicose e o declínio cognitivo, capaz de impactar os pacientes mesmo em um cenário de pré-diabetes.

“Tanto que a doença de Alzheimer tem sido chamada informalmente, por alguns especialistas, de “diabetes tipo 3”, comenta. Esta seria uma forma de destacar o efeito tóxico que a glicose elevada pode exercer sobre os neurônios.

É possível reverter o quadro? Pré-diabetes tem cura?

“Sim, o pré-diabetes pode ser reversível, especialmente quando diagnosticado precocemente”, aponta Tarissa. Investir em uma alimentação saudável, atividade física regular e perda de peso pode normalizar os níveis de glicose e prevenir a progressão para o diabetes.

De acordo estudos, como o estabelecido pelo Programa de Prevenção do Diabetes (DPP), a diminuição de 5% a 10% do peso corporal já pode reduzir bastante o risco de evolução para a doença.

Apesar disso, Giacaglia ressalta que, quando o assunto é pré-diabetes e diabetes, o termo mais adequado é “remissão” e nunca “cura” ou “reversão”.

É que, apesar do controle dos níveis de glicose no sangue, quando uma pessoa desenvolve pré-diabetes, entende-se que ela já perdeu um percentual da função do pâncreas e das células beta pancreáticas, responsáveis pela produção de insulina.

Algumas dessas células podem voltar a funcionar, mas grande parte é, de fato, perdida, e não se regenera. “Por isso, não é possível recuperar a função como era antes. É justamente por essa razão que a prevenção e o diagnóstico precoce são fundamentais”, alerta.

Quais os tratamentos indicados?

“O tratamento do pré-diabetes se divide em modificação comportamental e, para alguns pacientes, o uso de medicamentos”, explica Lyra. A mudança de estilo de vida inclui alimentação adequada, perda de peso e prática sistemática de atividade física.

O médico cita que há estudos indicando que pessoas que adotam intensivamente essas medidas podem reduzir em até 58% o risco de progressão.

Quem tem pré-diabetes precisa tomar remédio?

Geralmente, não. Os remédios são indicados quando a mudança de estilo de vida estável ao longo da vida, com manutenção da perda de peso, não é possível para um paciente.

Também são recomendados para pessoas com maior risco de progressão para diabetes, como pacientes com obesidade clínica, história pregressa de diabetes gestacional e idade maior que 60 anos.

A medicação mais estudada para esse fim é a metformina, porém podem ser utilizadas outras medicações com benefício em perda de peso. “É importante lembrar que o tratamento deve ser sempre individualizado e orientado por um profissional de saúde”, ressalta Tarissa.

Quais os cuidados na alimentação de quem tem pré-diabetes?

“Uma dieta adequada, especialmente voltada para a perda de peso em indivíduos com sobrepeso ou obesidade, tem papel fundamental na prevenção do diabetes e pode até ajudar o paciente a voltar à normoglicemia”, afirma Lyra.

Para Giacaglia, é importante seguir uma alimentação com os principais macronutrientes e micronutrientes, como fibras, vitaminas e minerais, além de evitar alimentos industrializados, especialmente aqueles ricos em gorduras saturadas, gordura trans e colesterol.

As fibras, especialmente as solúveis, podem reduzir o índice glicêmico de um alimento, diminuindo a velocidade de absorção da glicose e, consequentemente, o pico de açúcar no sangue

Por isso, na lista daquilo que a pessoa com pré-diabetes deve priorizar estão os carboidratos complexos, que preservam melhor suas fibras. Também é importante aumentar o consumo de vegetais e limitar o de frutas a duas ou três porções por dia.

A hidratação adequada também é importante, por isso deve-se estimular o consumo de água ao longo do dia. Por fim, é recomendável reduzir a ingestão de proteínas de origem animal, especialmente carnes vermelhas e gordurosas.

Exercícios podem ajudar a tratar o pré-diabetes?

Segundo as diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), pessoas com pré-diabetes devem realizar pelo menos 150 minutos semanais de atividade aeróbica de intensidade moderada, o que ajuda a reduzir o risco de progressão para a doença.

A prática de exercícios aeróbicos e resistidos combinados também se mostra eficaz para reduzir os níveis de hemoglobina glicada, sendo recomendada para pessoas que vivem com diabetes 2. A recomendação inclui:

  • Exercícios aeróbicos: no mínimo 150 minutos por semana de intensidade moderada ou equivalente de alta intensidade, evitando mais de dois dias consecutivos sem atividade. Caminhada, corrida, natação e ciclismo são boas opções.
  • Exercícios resistidos: pelo menos 1 ciclo de 10 a 15 repetições de cinco ou mais exercícios, realizados duas a três vezes por semana, em dias não consecutivos. Isso pode incluir musculação, exercícios com elásticos ou com o peso do próprio corpo.

Além disso, recomenda-se que especialmente os idosos incluam atividades que favoreçam o equilíbrio, como tai chi e ioga, de duas a três vezes por semana./AE

Compartilhar Notícia
Facebook Twitter Pinterest Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram
O que você acha?
Feliz0
Amor0
Embaraçar0
Triste0
Nervoso0
Surpresa0

Veja Também

DestaquesOutros

SUS inicia oferta de nove remédios contra câncer em 20 centros do país

21 de outubro de 2026
DestaquesPolítica

Escritório de Flávio emitiu R$ 13,7 milhões em notas sem detalhar serviços

21 de outubro de 2026
DestaquesPolítica

Eleição segue indefinida Quaest aponta empate técnico, veja números

21 de outubro de 2026
DestaquesPolítica

Prometer padrão Einstein no SUS é uma maluquice inédita

21 de outubro de 2026

 

CONTATO
[email protected]
WhatsApp (88) 9764 47 97

Categorias

  • Página Inicial
  • Destaques
  • Ponto Político
  • Política
  • Ceará
  • Esporte
  • Últimas Notícias
  • Entre em Contato

Tags

Ceará Destaques Educação Espaço Aberto Esporte Famosos Geral Interior Internacional Municípios Outros Policial Política Ponto Político
Welcome Back!

Sign in to your account

Perdeu sua senha?