Durante a reunião, André Fernandes exaltou o nome de Ciro Gomes (PDT), apontado nos bastidores como possível pré-candidato ao Palácio da Abolição em 2026. A tentativa de aproximação com o pedetista, no entanto, foi interpretada por integrantes da base governista como “oportunista e incoerente”.
O presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, Romeu Aldigueri (PSB), foi enfático ao criticar o movimento:
“Eu não acredito em uma aliança oportunista e meramente eleitoral que tem como pano de fundo a união do ódio com o ócio. A política é uma atividade nobre, e demanda senso de responsabilidade com suas atitudes”, destacou.

O secretário-chefe da Casa Civil, Chagas Vieira, deixou uma mensagem subliminar, classificando a fala de André de incoerente diante do que Ciro já falou sobre ele. Em suas redes sociais, ele publicou um vídeo em que o próprio Ciro critica o parlamentar bolsonarista durante a eleição municipal de 2024, afirmando que Fernandes “não aguentaria ser confrontado por ninguém no segundo turno, porque todo mundo vai mostrar a maluquice que esse cara representa”. Chagas limitou-se a dizer: “Sem comentários”.
Já o deputado estadual De Assis Diniz também condenou a narrativa adotada por Fernandes:
“Quando o ódio se une ao oportunismo, o resultado é fake news e barulho vazio. Mas é só uma tentativa desesperada de aparecer, sem proposta e sem nada concreto para mostrar… Nosso projeto político não se rende a ataques ou encenações em busca de lacração em redes sociais. Ele tem lado, tem história e tem propósito: transformar a vida do povo cearense”, declarou.


As reações mostram que, apesar das movimentações da oposição em busca de alianças para 2026, a base do governador Elmano de Freitas permanece unida e disposta a rebater narrativas que consideram contraditórias ou eleitoreiras. O episódio reforça o clima de acirramento político antecipado no Ceará, com possíveis alianças já sendo alvo de intenso debate público.






