O levantamento mostra que, mesmo se Bolsonaro recuperasse seus direitos políticos e entrasse na disputa, também seria derrotado pelo petista.
O ex-presidente está inelegível até 2030 por decisão da Justiça Eleitoral e é réu sob a acusação de liderar uma trama golpista em 2022.
O Datafolha testou cinco cenários de primeiro turno com o atual presidente. No confronto direto contra Bolsonaro, Lula tem 36% das intenções de voto, e Bolsonaro, 30%.
O cenário com Lula e Bolsonaro inclui também o ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT), com 12%; o influenciador Pablo Marçal (PRTB), com 7%; e o governador gaúcho Eduardo Leite (PSDB), com 5%. Brancos, nulos e “nenhum” somam 9%, além de outros 2% que não souberam responder.
Já no cenário sem Bolsonaro na disputa, Lula lidera com 35%, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do Republicanos fica em segundo com (15%), e Ciro e Marçal (11% cada um) emparam na terceira colocação. em seguida, aparecem o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), com 5%; e Eduardo Leite e o mineiro Romeu Zema (Novo), com 3% cada um. Único pré-candidato já declarado, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), tem 2%.
Em outro cenário, agora com nomes do clã Bolsonaro, o quadro não é muito diferente. Contra Eduardo, que anunciou autoexílio nos EUA neste mês, o petista marca 35%, e o deputado, 11%, empatado tecnicamente com Ciro. Já contra Michelle, Lula mantém os 35%, e ela marca 15%, também em empate técnico com o pedetista.
Esses cenários projetam que, sem Bolsonaro, nomes como Marçal, Ratinho, Zema, Leite e Caiado ficam em um bloco entre 10% e 3% das intenções de voto.
Em uma projeção apenas com Tarcísio e Marçal, o petista chega a 43%, e o governador vai a 24%. Nesse caso, Marçal marca 15%, ficando fora de um eventual segundo turno. Votos brancos e nulos somam 16%, enquanto 2% não responderam.
Caso queiram disputar a Presidência, os governadores Tarcísio, Ratinho Junior, Zema, Eduardo Leite e Caiado têm que renunciar até abril do ano que vem. Eles, no entanto, vivem situações diferentes.
Tarcísio nega publicamente que tenha interesse na disputa, mas segundo aliados já admitiu que concorrerá se Bolsonaro pedir. Ratinho é elogiado pelo presidente de seu partido, Gilberto Kassab —que apoia tanto o governo Lula quanto o de Tarcísio—, mas que diz que uma candidatura teria “um longo caminho a ser percorrido”.
Zema e Eduardo Leite, por sua vez, admitem participar da disputa. Desse grupo, apenas Tarcísio exerce o primeiro mandato e pode tentar a reeleição.
No quesito rejeição, a aversão a Lula segue alta: 42% dizem que não votariam nele de jeito nenhum. Só não é pior numericamente que a de Bolsonaro, que tem 44%.
Entre os aliados próximos do ex-presidente, Tarcísio apresenta numericamente a menor rejeição: 13% dizem que não votariam nele, enquanto Michelle marca 27%, e Eduardo Bolsonaro, 26%.
O instituto ouviu 3.054 pessoas com 16 anos ou mais em 172 municípios de terça (1º) até quinta-feira (3). A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.





