Durante seu pronunciamento, Moraes criticou o papel das big techs- empresas de tecnologia que controlam as principais redes sociais do mundo- no cenário político global, afirmando que essas empresas não são neutras e buscam o domínio da economia e da política mundial.
“As Big Techs não são enviadas de Deus, como alguns querem fazer parecer. Elas não são neutras. São grupos econômicos que querem dominar a economia e a política mundial, ignorando fronteiras, ignorando a soberania nacional de cada país, ignorando as legislações, tudo para obter poder e lucro”, afirmou o magistrado.
Para Moraes, o extremismo digital tem se aproveitado dessas plataformas para propagar um discurso que descredibiliza as instituições democráticas. O ministro do STF afirmou que grupos de extrema direita ao redor do mundo não se declaram abertamente contra a democracia, mas passam a questionar sua validade ao afirmar que “há fraudes” no sistema eleitoral.
O objetivo, segundo o ministro, é apenas reconhecer resultados eleitorais favoráveis a esses grupos. “Se perderem, a eleição não vale. Só consideram democrático um sistema no qual eles ganham”, exemplificou. Moraes afirmou que essa estratégia, segundo ele, busca promover uma verdadeira “lavagem cerebral” na opinião pública, utilizando algoritmos para disseminar desinformação e enfraquecer a confiança nos processos democráticos.
“Para conseguir fazer essa verdadeira lavagem cerebral em milhões de eleitores e eleitoras ao redor do mundo, esses grupos atacaram, de forma estruturada e sequencial, os três grandes pilares das democracias ocidentais”, concluiu./AE





