O objetivo do encontro é encontrar uma saída para as principais lideranças pedetistas no Ceará. Esta semana Roberto Cláudio esteve reunido com as principais lideranças de oposição aos governos do PT no Ceará, o presidente do PL, Carmelo Neto e o presidente estadual do União Brasil, Capitão Wagner, demonstrando que o caminho a seguir é o mesmo do segundo turno da eleição municipal de Fortaleza, com esse bloco de oposição.
Roberto Cláudio, ao ser questionado sobre a união do bloco, o ex-prefeito de Fortaleza destacou que acredita que essas mesmas oposições que se uniram em 2024 na eleição do segundo turno continuem unidas, com as suas diferenças.
“Porque há diferenças sobre algumas posições de economia, algumas posições de valores, somos de partidos de diferentes, como também há certamente dentro da base do governo do PT. É preciso agora que a gente possa catalisar essas frustações, decepções, críticas que a gente tá fazendo e transformá-las em um projeto novo, de esperança e de luz para o Ceará”, defende Roberto Cláudio.
Já o presidente nacional licenciado do PDT, Carlos Lupi, pensa diferente ao deixar claro que “o PDT não irá apoiar candidatura de direita, quer seja no Ceará quer seja em qualquer unidade da federação. Não é decisão minha, é decisão estatutária”.
Carlos Lupi acrescenta ainda: “pelo que significa a luta pela democracia, o que significa a manutenção da nossa história, modesta, uma biografia modesta porque sempre teve um lado. O torturado jamais fica ao lado do torturador. Quem sofreu o que nós sofremos na época da ditadura, regime de arbítrio, autoritarismo, cassação, exílio, jamais poderá estar ao lado dos herdeiros desse pensamento”.
O presidente nacional licenciado do PDT, defende o ex-prefeito Roberto Cláudio como “melhor prefeito da história de Fortaleza”. Porém, divergiu do posicionamento tomado pelo ex-prefeito ao apoiar o bolsonarista André Fernandes (PL) no segundo turno da eleição de 2024. “Acho que ele errou nesse posicionamento”, pontua.
“Acho que ele (Roberto Cláudio) tomou uma posição errada naquele momento, mas ninguém está condenado, nós não somos um tribunal de inquisiçao, nós não vamos condenar a pessoa: ‘Está condenado para sempre’. Não existe isso”, enfatiza Lupi. Ele também defendeu que Roberto Cláudio permaneça na legenda.
Dentro desse novo cenário político, de divisões internas de pensamento dentro do PDT, fica evidente que essa equação está longe de ser fechada, uma vez que o PDT, não aceita nenhuma aliança com a direita e Roberto Cláudio defende a manutenção dessa aliança no Ceará montada no final do segundo turno, na eleição para prefeito de Fortaleza. Em suma, o PDT caminha para uma nova divisão no Ceará.
(Foto: reprodução)






