“Eles maltrataram a gente. Eles bateram na gente algemado e não tínhamos cometido crime. Deixaram a gente algemado a viagem inteira. Tinha mulher e crianças. Estava muito calor”, disse ao Estadão Vitor Gustavo da Silva, 21, ex-morador de Atlanta, no Estado da Geórgia. Ele afirmou que morou por 20 anos nos EUA.
“Algumas pessoas foram agredidos. Foram chutes. Um agente deu um mata-leão em um dos meninos até ele desmaiar”, disse Luis Fernando Caetano Costa, outro deportado.
O governo brasileiro detectou que os deportados estavam algemados e acorrentados porque a aeronave que vinha dos EUA parou em Manaus (AM) na noite de sexta, 24. Além de determinar a remoção das algemas, decidiu enviar uma aeronave da FAB, um KC-30 do Segundo Esquadrão do Segundo Grupo de Transporte, para transportar as pessoas deportadas dos Estados Unidos no trajeto entre Manaus e Belo Horizonte. Também determinou que as algemas e correntes fossem removidas. Das 158 pessoas que chegaram a Manaus, 88 são brasileiras.





