Com o controle da pandemia no Estado, as atividades do futebol voltaram, inicialmente com treinos. Em 1º de junho, Guto Ferreira comandou os primeiros treinamentos como técnico do Vovô, conhecendo presencialmente o elenco. Desde então, o treinador foi aos poucos ganhando a confiança dos jogadores, da torcida e da diretoria, se tornando um dos principais nomes.
Ao todo, Guto tem 59 jogos à frente do Ceará, com destaque absoluto em relação à Série A do Brasileirão. Além da campanha histórica em 2020, o técnico se tornou o primeiro treinador do Alvinegro a disputar todos os jogos da competição em um ano, na era de pontos corridos. Esses elementos também asseguraram um trabalho longevo ao comandante após passagem por diversos clubes do país.
– No aspecto pessoal é uma valorização do meu trabalho. Na questão de trabalho é uma oportunidade de você fazer um bom e buscar fazer melhor. Você vem com uma avaliação qualificada do que foi a temporada e a tentativa de fazer melhor
O casamento com a torcida deu certo e origem ao Gutinho, mascote de pelúcia do treinador. A interação ficou ainda mais forte com a popularização entre os torcedores alvinegros do termo “Gordiola”, como Guto Ferreira também é conhecido. O apelido, que poderia vir recheado de preconceito por causa da aparência física do treinador, foi incorporado como uma forma de carinho.
– A marca “Gordiola” sempre trouxe para mim trouxe muito mais carinho do que qualquer outra coisa, ajudou a quebrar certos preconceitos, quando comento algumas coisas, é para quebrar certos bullyings que outras pessoas possam vir a sentir e não estarem preparados para vir a sofrer esse preconceito, mas que eles sejam fortes e tiram de letra porque isso não vai fazê-los menor em nada. A gente sabe que isso pode dar algum problema de saúde, mas eu tento buscar as soluções para os meus problemas, cada um resolve os seus. É uma visão totalmente ultrapassada, fora de tempo – aponta./ge





