Vídeo da reunião de Bolsonaro tramando o golpe: “tem que acreditar em mim p*”, se eu falar que o Flamengo perdeu de 10 a 0 para o Bangu, “tem acreditar em mim”

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O então presidente Jair Bolsonaro reuniu-se em 5 de julho de 2022 com a alta cúpula do Governo Federal. Segundo vídeo apreendido pela PF no computador do tenente-coronel Mauro Cid, ele questiona o sistema eleitoral brasileiro, diz que vai perder a eleição e clama seus ministros a não se omitirem. “Tem acordo ou não tem com o TSE? Se tem acordo, que acordo é esse que tá passando por cima da constituição? Eu vou entrar em campo usando o meu exército, meus 23 ministros”, afirmou, e demandou que “daqui pra frente quero que todo ministro fale o que eu vou falar aqui”. Sobre a pregação de notícias falsas, Bolsonaro diz: “tem que acreditar em mim p*”, se eu falar que o Flamengo perdeu de 10 a 0 para o Bangu, “tem acreditar em mim”.

A fotografia que pintar no dia 2 de outubro acabou, p*! Quer mais claro do que isso? Nós tamos fazendo a coisa certa, mas o plano B tem que por em prática agora”, disse ainda o ex-presidente. 

A decisão do ministro Alexandre de Moraes que deu início à operação que mirou Bolsonaro e aliados na quinta-feira (8/2), indica que “a descrição da reunião de 5 de julho de 2022, nitidamente, revela o arranjo de dinâmica golpista, no âmbito da alta cúpula do governo”.

Na ocasião, reforçou boatos sem provas, afirmando que o dinheiro do narcotráfico teria financiado a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva à presidência e difundindo desinformações sobre a lisura do sistema eleitoral. Ele fala, inclusive, da reunião com embaixadores que aconteceria no dia 18 de julho, poucos dias depois. No ato com embaixadores, voltou a questionar o sistema de votação e atacar a Justiça Eleitoral, o que o levou a ser declarado inelegível em julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em junho de 2023.

Veja o vídeo na íntegra:

Segundo a decisão de Moraes, o grupo teria formado uma organização criminosa, com atuação em “ataques virtuais a opositores; ataques às instituições, ao sistema eletrônico de votação e à higidez do processo eleitoral; tentativa de Golpe de Estado e de Abolição violenta do Estado Democrático de Direito; ataques às vacinas contra a Covid-19 e às medidas sanitárias na pandemia e; uso da estrutura do Estado para obtenção de vantagens.

Os investigados afirmaram, via defesa, que vão cumprir as determinações impostas pela Justiça, mas que ainda não tiveram acesso às investigações para saberem o que pesa contra cada um deles./AE

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