Varjota: feminicídio de Flávia Sena foi premeditado, professora foi sedada antes do crime

3 Min. de Leitura

A Polícia civil concluiu o inquérito que investigava a morte da professora Flávia Maria Lopes de Sena Vasconcelos, de 49 anos que foi encontrada morta no dia 25 de outubro, em Varjota-CE. O marido de Flávia, Rafael Machado Ramos Vasconcelos, foi indiciado por feminicídio. .

De acordo com o delegado titular de Varjota, Afonso Timbó, Rafael Vasconcelos, marido da vítima premeditou o crime, Flávia Sena, teria sido sedada e levada pelo próprio marido ao local do crime, onde em seguida, foi esfaqueada.

A conclusão dos laudos periciais apontam que Rafael Vasconcelos dias antes do caso, fez pesquisas na internet sobre substância sedativa, a mesma encontrada no corpo da vítima após exames periciais. 

Também foram constatadas divergências nas declarações do acusado em relação ao material investigativo da Polícia Civil. Rafael Vasconcelos relatou em depoimento não ter saído de casa, no entanto, imagens de câmeras mostram ele saindo no veículo em direção à localidade onde Flávia Sena foi encontrada morta. Ele ainda teria mandado lavar o carro, o que para a Polícia aponta como tentativa de esconder provas do crime.

Outra contradição apontada nas investigações diz respeito a rotina de Flávia Sena. Segundo as informações que ele forneceu à Polícia, elas não batem com o que diz as testemunhas, que relataram em depoimento que ela não caminhava sozinha e nem na direção apontada por ele. Os relatos ainda dão conta de que ela preferia fazer passeios de bicicleta. Além disso, a vítima costumava levar o aparelho celular e sempre registrava os passeios. Neste dia, o aparelho foi deixado em casa. 

As investigações mostraram também que ele pesquisou sobre material pornográfico envolvendo a esposa, sobre retirada de próstata e situação de impotência após a cirurgia. Além disso, as pesquisas também envolvem dúvidas sobre pensão por morte. 

Outro ponto controverso para Rafael Vasconcelos é de que teria havido troca de mensagens entre ele e a esposa no dia do crime. Para o delegado, a situação denuncia ter sido forjada, pois, os dois não teriam necessidade de conversar pelo WhatsApp, sendo ambos estavam juntos. 

(Foto: Divulgação SSPDS)

Compartilhar Notícia