Um mosquito não pode ser mais forte que um país, diz Dilma

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“Precisamos da participação da sociedade nessa batalha que de longo prazo”, afirmou a presidente em encontro

A presidente Dilma Rousseff afirmou ontem que a América Latina tem “extrema consciência” do perigo de doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti e pediu engajamento dos integrantes do conselhão no combate ao mosquito.

 

“Peço aos senhores e senhoras que mobilizem seus funcionários, seus companheiros de sindicato, os fiéis da igreja, os colegas de trabalho e de escola, as famílias e vizinhos. Afinal, um mosquito não pode ser e não é mais forte que um país inteiro”, afirmou. Dilma destacou que ainda não há uma vacina para combater o problema e reconheceu que o vírus da zika está “cada vez mais generalizado”. Ela lembrou que, no passado, Oswaldo Cruz conseguiu eliminar o transmissor da febre amarela.

 

“O governo federal está garantindo todos os recursos, equipamentos e pessoal necessário para prevenção e eliminação dos focos de mosquito. Precisamos da participação da sociedade nessa batalha que deve ser continuada e será de longo prazo.”

 

Companhias aéreas

A epidemia de zika está começando a afetar o turismo e colocou companhias aéreas do Brasil e dos Estados Unidos em estado de atenção.

 

Embora cada empresa adote procedimento diferente, a regra geral que está se estabelecendo é a do reembolso das passagens para viagens a áreas afetadas pelo zika, caso o turista desista do deslocamento, ou a da mudança gratuita das datas de embarque.

 

No Brasil, a Gol permite que clientes grávidas remarquem gratuitamente voos para destinos em que haja a presença do vírus, mas não há reembolso pelo cancelamento.

 

Há a possibilidade também de pedir um crédito do valor da passagem para a emissão de um novo bilhete, em até 12 meses.

 

Para voos domésticos, a TAM também não oferece reembolso das passagens nem a possibilidade de mudar datas dos bilhetes sem a cobrança de taxas, mas diz em nota que “analisará e fará as eventuais ponderações”.

 

Nos voos internacionais, porém, o procedimento da TAM é outro. As empresas do grupo Latam permitem que passageiras grávidas solicitem o reembolso do valor do bilhete ou mesmo alterem o destino no caso de viagens internacionais para Brasil, Colômbia, El Salvador, Guatemala, Guiana Francesa, Haiti, Honduras, Martinica, México, Panamá, Paraguai, Porto Rico, Suriname e Venezuela.

 

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