Por Reginaldo Silva
Essa pandemia tem deixado o mundo às avessas. O Brasil sempre comemorou o desfile de 7 de Setembro como o dia da Independência do nosso País do Reino Unido de Portugal e Algarves.
Na História tradicional às margens do rio Ipiranga, Dom Pedro teria levantado a sua espada e proferido o grito: “Independência ou Morte”. Mas será que as coisas aconteceram realmente dessa maneira?
A própria Independência do Brasil foi construída desde a chegada da Família Real ao Brasil em 1808, com os avanços que o País teve naquela época com a chegada da Corte.
O fato real é que a Independência do Brasil foi forjada sob o despotismo esclarecido do século XVIII . A famosa frase: “Pedro, se o Brasil se separar, antes seja para ti, que hás de me respeitar, do que para algum aventureiro”, dita por D. João VI, no dia 24 de abril de 1821, que a historiografia tradicional pouco se dá atenção, indica os limites das palavras “Independência ou Morte”. Desta forma, a Independência do Brasil é muito mais uma obra de D. João VI para manter o Poder com um membro da Família Real, ou seja, com o próprio D. Pedro I, do que vê se avolumarem as insurreições e perderem de vez a fonte de ouro inesgotável nas terras tupiniquins.
Ao entendermos que o 7 de Setembro é uma obra das elites para permanecerem no Poder sem a menor participação popular, o País, dois séculos depois vê uma situação completamente diferente daquele momento, hoje quem realiza protestos é quem já detém o Poder, abraçado com uma minoria que defende pautas que não condizem com a realidade da real necessidade do povo brasileiro,
Os atos deste 7 de Setembro promovido por apoiadores do governo federal tem caráter antidemocráticos, contra as instituições e em defesa do voto impresso, matéria já rejeitada pelo Congresso Nacional que tem a legitimidade para deliberar sobre o tema.
Bolsonaro pretende discursar nos eventos de Brasília, pela manhã, e em São Paulo, à tarde, dando fôlego a estas manifestações em defesa de pautas cujo teor não irão mudar em nada o quadro de desemprego e de fome porque passam milhares de brasileiros.
O mais intrigante é que, quem deveria estar protestando neste 7 de Setembro era os sem teto, os com fome e aqueles que tem carro; pelo preço da gasolina, do gás de cozinha, da falta de emprego e do aumento da cesta básica. Realmente o País está às avessas e a pandemia parece ter piorado o quadro de quem pensa neste País.
(Foto: reprodução)





