TSE forma maioria para condenar Bolsonaro e Braga Neto por uso da máquina nas comemorações no 7 de setembro

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) novamente à inelegibilidade nesta terça-feira (31/10). O placar foi de 5 a 2. Os ministros também impuseram multa no valor de R$ 425 mil. O general Walter Braga Netto, vice na chapa, que saiu ileso dos primeiros julgamentos no TSE, agora tembém teve declarada sua inelegibilidade.

“O objetivo não precisou ser explicitamente anunciado, já que foi comunicado por símbolos potentes: patriotismo, demonstração ostensiva do poder militar, defesa da liberdade”, afirmou Benedito Gonçalves.

O ministro ainda listou uma série de condutas que, em sua avaliação, mostram que Bolsonaro tentou explorar as comemorações cívicas na campanha. Ele argumentou, por exemplo, que o ex-presidente convocou eleitores e apoiadores para saírem às ruas na data e que organizou comícios a poucos metros dos eventos oficiais.

“A militância convocada para a celebração recebeu como derradeira missão mostrar a força da candidatura dos investigados, em uma luta do bem contra o mal”, seguiu o relator. “Houve, de forma inequívoca um sequenciamento entre atos oficiais e eleitorais.”

Agora Bolsonaro está condenado pela segunda vez à inelegibilidade por oito anos. Contudo, o prazo será contado a partir da primeira condenação e não será cumulativo. Assim, o ex-presidente não poderá participar das eleições até 2030.

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