De acordo com a Justiça Eleitoral, as convenções partidárias para escolha dos candidatos deverão ser realizadas entre os dias 23 e 25 de janeiro, obedecendo ao calendário específico estabelecido para o processo eleitoral complementar.
As eleições suplementares são convocadas quando os mandatos dos gestores eleitos são cassados por decisão da Justiça Eleitoral, tornando necessária a escolha de novos representantes por meio do voto popular.
Choró
Em Choró, a nova eleição ocorre após o TRE-CE manter a cassação do prefeito Bebeto Queiroz (PSB) e do vice-prefeito Bruno Jucá (PRD), decisão proferida há cerca de quatro meses.
A chapa foi condenada por compra de votos nas eleições de 2024. Além da perda dos mandatos, a Corte aplicou multa de R$ 53,2 mil, decretou a inelegibilidade do ex-prefeito por oito anos e determinou a realização de novas eleições no município. Segundo informações oficiais, Bebeto Queiroz encontra-se foragido há mais de um ano.
Potiretama
Em Potiretama, a eleição suplementar foi convocada após a cassação do mandato do então prefeito Luan Dantas (PP), aprovada pela Câmara Municipal em sessão extraordinária realizada em novembro.
Luan Dantas está preso desde abril, acusado de encomendar um incêndio criminoso na propriedade de um adversário político. Durante o período de prisão, o ex-gestor apresentou sucessivos pedidos de licença para manter o mandato, mas o último foi negado pelos vereadores.
Com isso, em 20 de outubro, o cargo de prefeito foi considerado oficialmente vago. O processo administrativo que resultou na vacância havia sido instaurado em 17 de outubro, no Legislativo municipal.
Senador Sá
Em Senador Sá, o prefeito Bel Júnior (PP) e a vice-prefeita Maria Costa (PP) tiveram os mandatos cassados em segunda instância pela Justiça Eleitoral em novembro de 2025.
A Corte confirmou decisão anterior que condenou a chapa por abuso de poder político e econômico, declarou o prefeito inelegível e manteve a determinação de novas eleições no município.
Segundo o entendimento dos desembargadores, o evento denominado “Cavalgada do Bel” configurou showmício eleitoral, prática vedada pela legislação, caracterizando irregularidade grave durante o período de campanha.
Novo cenário político
Com a definição da data e do calendário de convenções, os partidos passam agora a articular alianças e chapas para a disputa, em um processo eleitoral de prazo reduzido, mas de grande impacto político local.
A expectativa é de que as eleições suplementares promovam a recomposição da legitimidade política e administrativa nos três municípios, encerrando ciclos de instabilidade provocados por decisões judiciais e crises institucionais nas gestões municipais.





