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Ceará Notícias > Blog > Destaques > Taxa de desemprego no País recua para 11,8% em dezembro, aponta IBGE
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Taxa de desemprego no País recua para 11,8% em dezembro, aponta IBGE

Ultima atualização: 31/01/2018 6:46 PM
Redação
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4 Min. de Leitura
TQ 1542 SÃO PAULO 13.05.2013 CARTEIRA DE TRABALHO ECONOMIA Secretaria Municipal do Desenvolvimento promove "Feira do Trabalho 2013" oferecendo cerca de 5000 empregos em diversas áreas. Foram montadas barracas em frente ao Correio Central no Vale do Anhangabaú. FOTO TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO
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A taxa de desocupação no Brasil ficou em 11,8% no quarto trimestre de 2017, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados nesta quarta-feira, 31, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado para o período (outubro – dezembro) é o melhor para este trimestre desde 2016, quando a desocupação ficou em 11,8%.

Apesar da melhora recente, o País ainda contava com 12,311 milhões de pessoas em busca de emprego no final do ano passado.

Por outro lado, o total de ocupados cresceu 2,0% no período de um ano (dezembro de 2016 – dezembro de 2017), o equivalente à criação de 1,846 milhão de postos de trabalho. Há menos 31 mil desempregados em relação a um ano antes, o equivalente a um recuo de 0,3%.

No último trimestre de 2017, o País tinha 91 mil brasileiros a mais na inatividade, em relação ao patamar de um ano antes. O aumento na população que está fora da força de trabalho foi de 0,1% ante o mesmo período de 2016.

O nível da ocupação, que mede o porcentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, foi estimado em 54,5% no quarto trimestre de 2017.

Para Cimar Azeredo,  coordenador de Trabalho e Rendimento  do IBGE,  A queda na taxa de desemprego na reta final de 2017 já era esperada .  “Como o aumento da ocupação foi muito expressivo, isso fez a taxa de desocupação cair. O movimento já era esperado. Novembro e dezembro são meses que já existe a contratação de funcionários temporários, acontece normalmente no comércio”, lembrou Azeredo.

O pesquisador lembra que o comércio, o setor de outros serviços e os serviços domésticos puxaram a alta nas contratações no quarto trimestre.

“Nos serviços domésticos, a alta é um ponto para acompanhar. A gente não sabe se isso é fuga do desemprego”, disse. “Em outros serviços, (a contratação) foi na parte de embelezamento, cabeleireiro, cuidados pessoais”, explicou.

Desemprego médio.  A taxa de desemprego média de 2017 foi de 12,7%, a mais elevada dentro da série histórica iniciada em 2012, além de superior à média de 11,5% registrada em 2016.  A renda média real dos trabalhadores ocupados no País subiu 2,4% no ano de 2017 em relação ao resultado médio de 2016, para R$ 2.141.

Em dezembro do ano passado, a população desocupada somou 12,3 milhões de pessoas, uma queda de 5% (menos 650 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior (encerrado em setembro).

Vagas formais.  O mercado de trabalho no País perdeu 685 mil vagas com carteira assinada no período de um ano. O total de postos de trabalho formais no setor privado encolheu 2,0% no quarto trimestre de 2017 ante o mesmo período do ano anterior, segundo os dados da Pnad.

Já o emprego sem carteira no setor privado teve aumento de 5,7%, com 598 mil empregados a mais. O total de empregadores cresceu 6,4% ante o quarto trimestre de 2016, com 263 mil pessoas a mais.

O trabalho por conta própria cresceu 4,8% no período, com 1,070 milhão de pessoas a mais nessa condição. A condição de trabalhador familiar auxiliar aumentou 5,5%, com 116 mil ocupados a mais. O setor público gerou 222 mil vagas, um aumento de 2,0% na ocupação.

Houve aumento de 262 mil indivíduos na condição do trabalhador doméstico, 4,3% de ocupados a mais nessa função./Estadão

 

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