Senadores querem CPI para apurar suspeitas de irregularidades na destinação de verbas no MEC e FNDE

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O senador Randolfe Rodrigues lidera um grupo de parlamentares que querem a abertura de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar suspeitas de irregularidades na destinação de verbas do Ministério da Educação (MEC) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) no governo do presidente Jair Bolsonaro. Nas redes sociais o caso já é chamado “Bolsolão do MEC”.

O caso estourou quando vazou áudio de uma conversa sinalizando que o então ministro Milton Ribeiro (Educação) teria priorizado solicitações de prefeitos indicados pelos pastores. O então ministro da Educação Milton Ribeiro chegou a dizer que a prática teria ocorrido a partir de uma solicitação do presidente Jair Bolsonaro (PL). A prática já viria ocorrendo, pelo menos, desde o ano passado.

Outro fato que instiga os parlamentares a quererem abrir uma CPI está relacionado a averiguação da licitação para compra de 3,8 mil ônibus escolares. Segundo informações reveladas pelo Estadão, a concorrência foi elaborada com indicação de sobrepreço de mais de R$ 700 milhões.

Na última terça-feira (05/04) prefeitos de três municípios ouvidos pela Comissão de Educação do Senado confirmaram ter sido abordados por pastores que pediam o pagamento de propina em troca da liberação de verbas. O ex-ministro Milton Ribeiro foi exonerado do MEC após a divulgação de áudios em que diz priorizar repasses aos “prefeitos amigos do pastor Gilmar”.

 

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