Sarto fala em “traição” em 2022, ala cirista decidiu ir para o confronto de narrativas

2 Min. de Leitura
(izquierda) y (derecha)

O prefeito de Fortaleza, José Sarto (PDT), voltou a falar em “traição” nesta terça-feira (31/10) em agenda administrativa do gestor no Conjunto Ceará. A fala de Sarto vem na esteira da Convenção do PSDB nesta segunda (30/10), onde a pauta do racha da legenda foi mensionada pelas principais autoridades no evento.

Sarto falou em “traição” em referência a ala cidista que não apoiou a candidatura de Roberto Cláudio (PDT) ao Governo do Ceará em 2022. O fato político levou ao rompimento da aliança PT, PDT no Ceará e rachou a sigla pedetista e a família Ferreira Gomes, em duas alas; ciristas e cidistas disputando o comando do PDT no Ceará.

Sarto endossou a narrativa de Ciro, de que essa banda do PDT, não aceita suborno e vai para o confronto direto com a ala do senador Cid Gomes que defende a manutenção da aliança com o PT no Ceará. “O PDT fez a seleção de pré-candidatos ao Governo do Estado. O PDT fez dez encontros regionais. Se não era para ter candidatura, o PDT levou à convenção, teve votação, onde um candidato tirou 55 votos [Roberto Cláudio] e a outra tirou 29 [Izolda Cela] e depois disso resolveu-se, simplesmente, votar em outra candidatura [Elmano de Freitas]. Isso tecnicamente, juridicamente, filosoficamente, em qualquer aspecto, é traição partidária”, defendeu o prefeito.

A estratégia do grupo de Ciro mudou completamente, sairam do silêncio para o embate, irão reforçar a narrativa de que o grupo liderado por Cid “traiu” o partido e devem seguir um novo rumo. A ideia é ousada e segue a mesma linha de palanque puro adotada por Ciro na eleição para presidente. Em 2022, a estratégia não deu muito certo, mas, estamos em 2023, o ano é outro e o resultado pode ser diferente.

Compartilhar Notícia