Por Reginaldo Silva- Professor, Radialista e Jornalista
Tudo parecia normal, no processo de escolha do nome do PDT para disputar o Palácio da Abolição nas eleições deste ano, até o prefeito de Fortaleza, José Sarto, sair de seu tom habitual e fazer uma declaração enfática em defesa do nome do ex-prefeito da Capital, Roberto Cláudio, para ocupar o Palácio da Abolição.
Depois de Sarto, o presidente da Câmara de Fortaleza, Antônio Henrique, também anunciou sua adesão ao nome do ex-prefeito Roberto Cláudio.
Sarto saiu na frente para tentar fortalecer o nome do ex-prefeito, a quem é grato por sua eleição para prefeito de Fortaleza. Contudo, esqueceu apenas de dois detalhes simples: que a eleição é estadual e quem comanda o processo ainda com a caneta na mão é o governador Camilo Santana.
Camilo tem intensificado nos últimos dias o nome da governadora Izolda Cela e já avisou que ela será a primeira mulher a governar o Ceará, dando sinais de que vai mesmo se afastar do Governo do Estado para concorrer a eleição para o Senado.
Engana-se quem pensa que Camilo ficará mais frágil após deixar o governo, o tempo é muito curto até a eleição e o nome dele está sedimentado no eleitorado cearense, com ampla preferência para o Senado, de acordo com os últimos levantamentos de dados feitos no Estado, além de ser hoje o maior cabo eleitoral desta eleição.
Durante o processo de escolha do nome do PDT para a sucessão de Fortaleza, a metodologia utilizada foi a mesma, a diferença é que naquele período os debates para escolha do nome foi feito de forma virtual por ocasião da pandemia, diferente de agora, em que os principais pré-candidatos do PDT, percorrem o Estado em encontros regionais.
Vale salientar que Camilo em momento algum, durante os debates para escolha de um nome do PDT para sucessão da prefeitura de Fortaleza, deu qualquer declaração pública de preferência durante o processo de escolha do futuro prefeito da Capital; respeitou os nomes e manteve a equidade entre os concorrentes que disputavam a preferência do eleitorado, cujos nomes apontados eram: o do presidente da Assembleia Legislativa naquele época, José Sarto; o secretário licenciado de Roberto Cláudio, Samuel Dias; o deputado estadual Salmito Filho; o deputado federal Idilvan Alencar, além de Ferruccio Feitosa, secretário da Secretaria Regional II.
Com a declaração de Sarto o processo de escolha do nome do PDT para o Palácio da Abolição foi acelerado e nesta reta final dois nomes ganham mais tração para se tornar o escolhido, o do ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio e o da vice-governadora, Izolda Cela. Detalhe: a partir de abril, Izolda estará com a “caneta” na mão.





