A licença que autoriza o local da mina ainda não garante o início da produção, pois são necessários no total três, mas é considerada um marco importante no projeto, que começou a ser debatido há mais de dez anos.
Para desenvolver a produção de energia nuclear, a INB (Indústrias, Nucleares do Brasil) fez uma parceria com a Galvani, que ficará com o fosfato contido na jazida.
A previsão dos sócios é que a produção da mina possa chegar a 2,3 mil toneladas de urânio e a um milhão de toneladas de fosfato por ano. O volume de urânio é mais de 20 vezes superior à produção nacional hoje.
O fosfato é matéria prima para fertilizantes, produto em que o Brasil é dependente de importações.
Em dezembro de 2022, o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) não foi aprovado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), que solicitou informações complementares apontando que os dados apresentados eram insuficientes em alguns pontos, como sustentabilidade ambiental do empreendimento e invisibilidade de populações e comunidades tradicionais da região.
Existe um receioda população de Santa Quitéria em relação ao aumento da radiação que já é considerada acima da média em alguns locais pela presença do minério, podendo crescer a níveis problemáticos. O projeto também prevê um grande uso de água em uma região marcada pela seca.
Moradores e ativistas temem que isso deixe a população com acesso restrito ao líquido. Os empreendedores respondem, afirmando que não há riscos e que o projeto é seguro.
(Fazenda Itataia (Foto divulgação)





