A informação foi confirmada nesta segunda-feira (9/3) pelo presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, ao lado dos três postulantes, durante um evento em São Paulo. A decisão foi tomada, segundo Kassab, com apoio dos governadores e de lideranças da sigla. O prazo inicial para o anúncio seria até 15 de abril.
“O que nós definimos é que teríamos a decisão até 15 de abril. Mas, realmente, como já existe uma exposição muito grande dos três, e os principais líderes do partido, dirigentes e também os três entendem que é mais saudável, positivo, fazer o mais rápido possível (o anúncio), até por conta das questões regionais, será feito”, disse Kassab a jornalistas.
O presidente do PSD, Caiado, Leite e Ratinho Junior participaram juntos de um evento na Associação Comercial de São Paulo (ACSP), na capital paulista. Os quatro participam de eventos em conjunto em São Paulo desde sexta-feira (6), quando promoveram um debate entre os postulantes do PSD.
“As pesquisas não nos preocupam, porque elas são muito positivas. Uma pesquisa que indica uma rejeição de quase 50% dos dois candidatos colocados não é possível, por uma questão de bom senso, que não exista espaço para uma candidatura melhor”, respondeu Kassab.
Proposta de campanha
Na mesma linha, Eduardo Leite lamentou a polarização, e disse defender uma proposta focada nos interesses reais da população. Ele também espera que o caminhar da campanha abra espaço para outras candidaturas. “Não vai ter grandes alterações na pesquisa até que se deflagre o processo eleitoral, com as entrevistas, com os debates, com os programas de TV, com a campanha na rua. Aí, sim, o ponteiro vai se mexer”, afirmou o governador gaúcho.
Ratinho Junior disse estar tranquilo com as pesquisas, e também atribuiu a polarização entre dois candidatos a uma falta de debate político sobre alternativas no momento. Disse ainda que a chapa a ser apresentada pelo PSD, com qualquer um dos três governadores, será “muito bem-vinda” para a população.
“Aqueles que estão colocados nesse momento acabam tendo uma exposição maior. A partir do momento que os artigos começam a colocar suas candidaturas para o grande público, naturalmente esses atores passam a ter mais exposição também”, disse Ratinho.
Caiado, por sua vez, disse que o país “discute apenas o 8 de janeiro”, em referência à invasão das sedes dos Três Poderes e ao debate sobre a anistia aos condenados pelo ataque e pela tentativa de golpe de Estado, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em sua visão, a polarização tende a diminuir quando forem discutidos temas como a redução da taxa de juros e o endividamento público.
“Com cinco mandatos de Lula, o que mais cresce é facção criminosa. É a corrupção. E o Brasil perde espaço no cenário internacional. A educação do Brasil deixa a desejar. O avanço na área da saúde, usando como máquina partidária”, disse Caiado. “A eleição está longe de estar decidida. Meu amigo, debate, em uma eleição majoritária, é peça fundamental”, enfatizou./CB
(Foto: Cesar Bruneli/ACSP)





