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Pronunciamento de Bolsonaro em rede nacional repercute entre autoridades e é alvo de mais um panelaço

Em pronunciamento em rede nacional o presidente  Jair Bolsonaro (sem partido) criticou o fechamento de escolas, a imprensa e voltou a citar a cloroquina, remédio que ainda não tem a eficácia contra o coronavírus confirmada.

Grande parte da fala do presidente foi para relatar que a imprensa “espalha o pavor” do novo coronavírus no País. Mesmo com a recusa em mostrar os exames que apontariam negativo para a doença, o presidente disse também que, pelo seu histórico de atleta, nada sentiria se fosse acometido pela covid-19.

Ainda na linha de ataque a imprensa o presidente destacou que  “grande parte dos meios de comunicação foram na contramão e espalharam exatamente a sensação de pavor, tendo como carro-chefe o anúncio do grande número de vítimas na Itália”. E justificou. “Um país com grande número de idosos e com um clima totalmente diferente do nosso.”

Para Jair Bolsonaro, o cenário potencializado pela mídia foi “perfeito” para que uma “verdadeira histeria se espalhasse” no Brasil. “Contudo, percebe-se que de ontem para hoje parte da imprensa mudou seu editorial. Pede calma e tranquilidade. Isso é muito bom. Parabéns imprensa brasileira, é essencial que o equilíbrio e a verdade prevaleçam entre nós”, disse.

A fala do presidente causou grande repercussão entre as autoridade do País e houve panelaço em várias capitais do País: São Paulo, Brasilia, Curitiba, Salvador, Rio de Janeiro, Recife, Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre e Belém. Os protestos começaram com mais intensidade a partir das 20h30, quando o presidente deu início ao discurso. A hashtag (palavra-chave) #ForaBolsonaro​ esteve entre os assuntos mais comentados no Twitter à noite.

 

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