A operação Ad Manus investiga supostas irregularidades em contratos de abastecimento de veículos da Prefeitura de Choró. Além de Jucá, um servidor municipal e o prefeito eleito Bebeto Queiroz (PSB) também foram presos. Com o afastamento do chefe do Executivo, o vice-prefeito Elcimar Ribeiro assumiu interinamente a administração municipal. O MPCE determinou ainda o cancelamento imediato dos contratos suspeitos, como parte das medidas cautelares.
De acordo com a investigação, os acusados teriam praticado crimes como corrupção ativa e passiva, peculato e falsidade ideológica. O Ministério Público aponta que as irregularidades geraram prejuízos aos cofres públicos e envolvem um esquema de favorecimento a empresas contratadas pela prefeitura. As prisões preventivas foram autorizadas para evitar a destruição de provas e novos atos ilícitos.
Em nota, o PT de Choró reforçou seu compromisso com a ética e a transparência, ressaltando que não compactua com práticas de corrupção. A sigla informou ainda que continuará acompanhando o processo judicial e tomando as medidas necessárias para preservar a imagem da legenda no município.
O PSB, partido de Bebeto Queiroz, ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso.
EM TEMPO
O Ministério Público do Ceará (MPCE) apresentou requerimento à Justiça para prorrogar as prisões temporárias de Marcondes Jucá, de João Vitor Sindeaux, servidor do município, e do prefeito eleito, Carlos Alberto Queiroz (PSB), conhecido como Bebeto Queiroz.
“É extremamente necessário, para a segurança das investigações, que os referidos investigados permaneçam presos de forma temporária, por mais cinco dias, contados do fim do prazo original”, defende o MPCE.





