Ainda segundo os investigadores da PF, a relação entre o senador e o banqueiro extrapolava a “mera amizade“, o “vínculo fraternal” ou “atuação política regular“, e configura trocas financeiras e políticas, que são descritas na apuração. Entre essas trocas, a PF destaca:
- a aquisição de participação societária estimada em aproximadamente R$ 13 milhões pelo valor de R$ 1 milhão;
- repasses mensais de R$ 300 mil, ou mais – considerando relatos de que o montante teria evoluído para R$ 500 mil;
- a disponibilização gratuita, por tempo indeterminado, de imóvel de elevado padrão; e
- pagamento de hospedagens, deslocamentos e demais despesas inerentes a viagens internacionais de alto custo.
De acordo com as investigações, os repasses para o senador eram feitos por meio da “parceria BRGD/CNLF“, pessoa jurídica. As operações eram tocadas por Felipe Cançado Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro. Cançado é apontado como operador financeiro no esquema de pagamentos ao senador.





