Pelo acordo firmado, o secretário estadual de Cidades, Douglas Ruas (PL), foi confirmado como candidato ao Governo do Rio de Janeiro. Filho do prefeito de São Gonçalo, Capitão Nelson Ruas, o secretário era o nome preferido de Flávio Bolsonaro para a disputa ao Palácio Guanabara. Já o governador Cláudio Castro defendia a indicação de Nicola Miccione, mas a composição final refletiu o entendimento político entre as legendas.
Chapa com federação e força na Baixada Fluminense
A vaga de vice-governador ficou sob responsabilidade da federação entre União Brasil e PP, que indicou o ex-prefeito de Nova Iguaçu, Rogério Lisboa. A escolha reforça a estratégia de fortalecer a presença política na Baixada Fluminense, região considerada decisiva no cenário eleitoral fluminense.
A definição ocorreu durante encontro que reuniu, além de Douglas Ruas e Flávio Bolsonaro, o presidente estadual do PL, Altineu Côrtes, o presidente do PP no Rio, Dr. Luizinho, e o presidente nacional do União Brasil, Antonio de Rueda. Segundo dirigentes do PL, pesquisas internas apontaram Ruas como o nome com maior potencial de crescimento eleitoral no estado.
“É uma grande honra estar, nesse momento, fazendo um anúncio. Talvez a primeira chapa completa do Brasil que a gente está anunciando”, afirmou Flávio Bolsonaro durante o encontro.
Perfil político do candidato
Formado em Direito e policial civil, Douglas Ruas iniciou a trajetória política sob influência do pai, Capitão Nelson. Antes de assumir a Secretaria de Cidades no governo Cláudio Castro, ele atuou em cargos administrativos em São Gonçalo e presidiu o Instituto Estadual do Ambiente (Inea). Em 2022, foi eleito deputado estadual com a segunda maior votação do Rio de Janeiro.
De acordo com Altineu Côrtes, a escolha foi resultado de articulação política e análise estratégica. “Fizemos pesquisas. É uma união de forças, e essa chapa tem uma força jamais vista na Baixada Fluminense”, destacou.
Disputa ao Senado também entra no acordo
O entendimento político também prevê a divisão das vagas ao Senado entre o PL e o União Brasil. O atual governador Cláudio Castro deve disputar uma das cadeiras pelo PL, enquanto o União Brasil tende a indicar o prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella. Nos bastidores, Canella convidou a ex-vereadora Rogéria Bolsonaro, mãe de Flávio Bolsonaro, para compor a chapa como suplente.
A articulação reforça o movimento nacional das siglas em busca de palanques robustos e alianças regionais estratégicas, ampliando o peso político do bloco no cenário eleitoral brasileiro e sinalizando possíveis reflexos em outras unidades da federação.





