No Ceará, Lula registra 56% das intenções de voto contra 28% de Flávio Bolsonaro. O estado aparece como um dos principais redutos do petista na pesquisa, ficando atrás apenas de Pernambuco, onde Lula marca 57% contra 23% do adversário.
Na Bahia, Lula também lidera com folga, somando 55% contra 22% de Flávio. No Pará, o presidente aparece com 43%, enquanto o senador do PL registra 36%. Em Minas Gerais, Lula tem 39% contra 36% de Flávio, configurando o cenário mais apertado entre os estados onde o petista aparece na frente.
Já Flávio Bolsonaro lidera no Rio Grande do Sul, com 57% contra 31% de Lula; no Paraná, com 50% contra 30%; em Goiás, com 47% contra 34%; em São Paulo, com 47% contra 35%; e no Rio de Janeiro, com 45% contra 32%.
Os dados mostram que o cenário nacional tende a repetir uma disputa marcada pela polarização entre PT e PL, com forte influência regional. Enquanto Flávio Bolsonaro demonstra maior competitividade em estados onde o bolsonarismo tem base consolidada, Lula mantém ampla vantagem em estados nordestinos, especialmente Ceará, Pernambuco e Bahia.
A pesquisa ouviu 11.646 eleitores nos estados avaliados. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para São Paulo e de 3 pontos percentuais para mais ou para menos nos demais cenários, com nível de confiança de 95%.
Números da simulação por estado:

Romeu Zema, do Novo, também foi testado e não supera Lula em nenhum dos cenários estaduais avaliados. Ele registra seu melhor desempenho em Minas Gerais, que governou de 2019 a 2026. Entre os mineiros, Zema tem 38% e Lula, 37%, com 20% de votos brancos e nulos e 5% de indecisos, configurando empate técnico.
Já o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) só vence Lula entre os goianos, que preferem o ex-governador ao presidente por 51% a 26% dos votos em um eventual segundo turno, com 16% de votos brancos e nulos e 7% de indecisos. Há empate técnico em São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. Nos outros seis Estados avaliados, Lula supera o goiano.
O levantamento indica que, em um eventual segundo turno, o desempenho dos candidatos nos estados mais populosos e nos redutos regionais pode ser decisivo para a construção do resultado nacional.





