/“Passei por 20 enchentes, mas essa foi a pior”, diz sobrevivente

“Passei por 20 enchentes, mas essa foi a pior”, diz sobrevivente

A chuva intensa que atingiu São Paulo desde domingo à noite provocou o caos na maior cidade do país. Há relatos de mortes, de famílias que tiveram as casas alagadas e comerciantes com as lojas invadidas pela água. O temporal transformou algumas ruas em rios. Em determinadas regiões, moradores tiveram que subir nos telhados e outros usaram caiaques.

José Magalhães Barbosa, proprietário da loja Usadão Móveis, na Avenida do Estado, na Mooca, zona leste da capital, perdeu todas mercadorias da loja que foi tomada pela enchente durante a noite. Segundo ele, a água chegou a 3 metros de altura, causando um prejuízo de R$ 50 mil.

“Tenho comércio há 20 anos, passei já por 20 enchentes. Mas essa foi a pior que teve. O prejuízo está aí, mais de R$ 50 mil. Perdi tudo da loja. A água subiu 3 metros. Nunca tinha visto uma enchente desta, nunca. Desde a noite de ontem a água começou a entrar. E o imposto que eu pago aqui é de R$ 12 mil”, disse o comerciante.

O levantamento mais recente mostra que o temporal provocou 12 mortes na Grande São Paulo. Pela estimativa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), o prejuízo chega a R$ 45 milhões, sem contar os estabelecimentos que ficaram destruídos.

“Infelizmente ficamos sem saída. A água, no início, estava com 30 centímetros, depois começou a subir chegou até o meio da cintura. Tivemos que sair pelo vidro com ajuda dos bombeiros. Eles jogaram uma corda para tentar nos ancorar. Ficamos esperando quase cinco horas na enxurrada”, disse Samuel Gomes.

Na mesma região, Maria do Carmo Michelletti, síndica de um edifício na rua Vieira Ravasco, no Cambuci, disse ter presenciado o alagamento da rua, mas nunca tinha visto a água invadir o pátio onde ficam estacionados os carros. Ela mora no local há 12 anos.

“Eu cheguei mais ou menos à meia-noite de ontem [10] em casa e a água já estava subindo. Mas eu não achei que fosse alagar assim”, contou a síndica. “A gente só ouvia o barulho da água e não tinha por onde sair.”/ AB

 

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