Partido de Bolsonaro vai ao TSE contra Lollapalooza após Pabllo Vittar exibir bandeira de Lula

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-FOTODELDIA- AME5925. SAO PAULO (BRASIL), 25/03/2022.- La cantante brasileña Pabllo Vittar interpreta sus éxitos en un concierto durante el Festival Lollapalooza, hoy, en el autódromo Interlagos de Sao Paulo (Brasil). El festival Lollapalooza, que este 2022 celebra diez años desde su primera edición en Brasil, arrancó este viernes la primera de tres jornadas que prometen sacudir al público de Sao Paulo, una de las ciudades más vibrantes de Latinoamérica. Desde la mañana, miles de espectadores llegaban ansiosos al autódromo de Interlagos para dar inicio a una gran fiesta, responsable del retorno de la escena musical tras dos duros años para el sector cultural del país. EFE/ Sebastiao Moreira

Partido do presidente Jair Bolsonaro, o PL entrou neste sábado (26/03)com uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o festival de música Lollapalooza após artistas como Pabllo Vittar criticarem o chefe do Executivo e exaltarem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), principal adversário de Bolsonaro e líder nas pesquisas de intenção de voto na corrida eleitoral deste ano.

Pabllo chegou a exibir uma bandeira de Lula em sua apresentação, fato apontado pelo PL na peça judicial. De acordo com a legenda, o ato se assemelha a showmício e fere a lei eleitoral.

Ao Broadcast Político, a advogada Caroline Lacerda, sócia do escritório de Tarcísio Vieira de Carvalho Neto, que atende a campanha de Bolsonaro, diz que o evento precisa “instruir os artistas”.

“Neste momento do ano eleitoral, não é permitido fazer exaltação a nenhum candidato e também não é permitido falar mal de nenhum candidato. A lei eleitoral veda tanto a propaganda antecipada quanto a propaganda negativa”, afirmou a advogada à reportagem. “Por descumprimento da lei, a gente pediu ao TSE notificar o evento para que ajuste a conduta dos artistas que ainda forem fazer shows hoje e amanhã”, acrescenta.

A peça apresentada ao TSE diz que manifestações políticas em apresentações musicais em ano eleitoral se assemelham a showmício e, por isso, supostamente configuram propaganda eleitoral irregular.

“O ato induz a concluir que o beneficiário [Lula] seria o mais apto [nas eleições], posto que conta com o apoio de artista renomado e gritos de apoio do público”, diz a representação do PL, que pede à empresa organizadora do Lollapalooza advertir os cantores. “Impedindo a prática de ilícitos aqui incluídos os cíveis, administrativos, criminais e eleitorais sob aqueles que, naquele momento, atuam em seu nome”.

Os advogados da legenda dizem que a organizadora do Lollapalooza pode sofrer multa “condizente ao grande poder econômico da organização de um evento deste porte” caso manifestações políticas voltem a acontecer no festival, que começou na sexta-feira e tem programação até amanhã, domingo.

O PL também cita as críticas da cantora internacional Marina ao presidente brasileiro. “Estamos cansados dessa energia”, disse Marina. A banda Strokes soltou um “Fora, Bolsonaro” ao final de seu show, mas o episódio não foi relatado pelo partido./AE

Foto: Sebastiao Moreira/EFE

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