*Por Reginaldo Silva- Professor, Radialista e Jornalista

Nos 100 dias de governo do presidente Lula, sua maior obra foi derrotar Bolsonaro, antes mesmo do início de seu governo, muito embora o bolsonarismo continue vivo. A invasão dos Três Poderes, em 8 de janeiro, é bem verdade, retardou o início do Lula 3.
As principais ações do governo federal viraram uma espécie de Vale a Pena Ver de Novo dos governos Lula 1 e 2, enquanto não surge algo novo. Assim, ficamos na reprise do Minha Casa Minha Vida, Bolsa Família e Combate a Fome, acrescente-se aí, a política de valorização do Meio Ambiente e a retomada das Relações Internacionais. No campo da Economia, apenas o arcabouço fiscal que ainda passará pela sabatina do Congresso, é aí, aonde a porca vai torcer o rabo.
A grande maioria do povo brasileiro espera que o governo Lula decole, mas, a necessidade do povo fala mais alto. O tempo urge e é preciso fazer alguma coisa, além das críticas aos juros do Banco Central.
O governo Lula ainda ganha uns acréscimos além dos 100 dias, inspirados nos aumentos de tempo dados nos jogos da Copa do Mundo do Catar.
Já em solo cearense, o governador Elmano de Freitas viajou muito nos primeiros 100 dias de governo, as cobranças começaram a chegar de vários os lados. Foi frequente a presença de Elmano em Brasília ao lado de Camilo, Lula, Ministros, enquanto muitas demandas no estado, aguardavam a celeridade do chefe do Executivo estadual para serem solucionadas.
O anuncio do aumento do piso do reajuste do magistério foi feito nos 100 dias de governo, contudo, sua aplicação ainda fica para junho, também foi dada a largada para o Plantão Cirurgias nesta data simbólica para o governo estadual. A boa notícia veio das chuvas, que foram carregadas nos primeiros meses do ano enchendo nossas reservas hídricas, contudo, trazendo muitos transtornos aos municípios cearenses, Elmano esteve presente, todavia, se faz necessário ações mais efetivas nessas áreas mais afetadas.
Os 100 dias de Elmano demonstraram plena continuidade dos dois governos anteriores, isso foi dito em campanha, o que já era de se esperar, entretanto, aguarda-se a outra parte do discurso, a de avançar naquilo que estava dando certo.
O fechamento da fábrica Guararapes e o aumento do preço das passagens de ônibus em Fortaleza geraram críticas de ex-aliados de Elmano; Roberto Cláudio e do prefeito da capital cearense, José Sarto, os dois acabaram ampliando ainda mais a crise entre PT e PDT no Ceará e aumentando o abismo entre as duas legendas.
Nos 100 dias de Elmano, Sarto jogou mais lenha na fogueira e disse que o governador precisa dizer a que veio. Elmano rebateu na mesma hora, dizendo que não vai entrar em futricas políticas e é preciso descer do palanque para governar.
O fantasma do bolsonarismo ainda ronda o país e o Ceará, o PT tenta se firmar, mas a economia não decola e sem esse motor funcionando, tudo parece estagnado.
Os 100 dias de Lula e Elmano, não foi o esperado, mas tanto o Brasil, quanto o Ceará, respiram ares democráticos, sem o peso da intolerância e beligerância política do bolsonarismo.
Esses 100 dias de governo foram atípicos, mas é preciso colocar o pé no acelerador, a paciência do povo brasileiro e cearense também tem limites e o fantasma do bolsonarismo está a espreita, tentando encontrar uma brecha para retornar ao poder.






