Orçamento secreto serviu para turbinar “escolas fake”

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O chamado esquema das “escolas fake”, do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação (FNDE), que é presidido por um indicado do ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (Progressistas-PI), se alimenta de emendas do orçamento secreto, o que inviabiliza que as mais de 2 mil novas obras prometidas pelo governo saiam do papel.

Não há dinheiro no caixa do FNDE para tocar 2 mil escolas, creches e quadras que o governo consentiu construir em redutos de aliados em detrimento da conclusão de 3,5 mil obras inacabadas pelo País.

Além do montante disponível não ser suficiente para bancar todas as obras prometidas, essas emendas são manipuladas pelo governo, em nome de acordos que podem ser desfeitos, e dependem da chancela da cúpula do Congresso. Deputados da oposição, por exemplo, praticamente não têm acesso ao orçamento secreto.

Ao todo, o governo precisa aplicar R$ 7,6 bilhões para dar conta das antigas e futuras construções. O esquema serve apenas para propaganda eleitoral. Com aval do governo, deputados e senadores iludem seus eleitores com anúncio de novas escolas e creches que, na prática, nunca sairão do papel por razões orçamentárias.

O mecanismo de direcionamento de recursos públicos com base em critérios políticos e sem transparência, denominado de orçamento secreto foi revelado Estadão. Esses recursos não tem garantia de serem repassados e as obras podem ficar somente nas promessas.

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O ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, que era sempre visto nos salões palacianos desfilando como o amortecedor do governo, veste agora o figurino de criador de problemas.

(Foto: reprodução)

 

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