Na sessão, Gilmar criticou a condução, por Mendonça, da apuração envolvendo Alexandre de Moraes, no âmbito do caso do Banco Master. O decano afirmou haver um “inequívoco viés político-eleitoral” na forma como o caso vinha sendo conduzido e questionou a escolha do período para a investigação.
“É disso que nós estamos falando”, disse o ministro ao classificar Mendonça como um “pixuleco” e “boneco eleitoral”.
A palavra ganhou projeção nacional em 2015, durante a Operação Lava Jato. Na época, o termo era usado para se referir a dinheiro e, especificamente, a propina.
A expressão ganhou outro significado quando a Polícia Federal batizou de Operação Pixuleco a 17ª fase da Lava Jato, que investigava suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro relacionadas a contratos da Petrobras e tinha o ex-ministro José Dirceu como alvo principal.
Foi também em 2015 que “Pixuleco” passou a ser associado a um boneco inflável gigante de Lula (PT) vestido de presidiário. Manifestantes contrários ao partido de esquerda e à então presidente Dilma Rousseff criaram a caricatura durante os protestos daquele ano.
Desde então, o nome deixou de estar ligado apenas à ideia de dinheiro ou propina e foi associado à sátira política./Folha SP
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