Ocorre que vai ficando cada vez mais complicado a vida de Pedro Bezerra e qualquer outro parlamentar que integrar a base do presidente Bolsonaro em Brasília e em seus estados forem ligados a governadores que são contrários ao chefe do Executivo do País. O bolsonarismo não tolera dubiedade, ou ajoelha e reza, ou está descartado, simples assim.
Pedro Bezerra é da base do presidente e no Estado apoia o governador Camilo Santana (PT).
Pedro herdou o PTB, do pai, Arnon Bezerra, ex-prefeito de Juazeiro do Norte, agora sob o comando do deputado estadual Delegado Cavalcante, que foi ovacionado pela turma de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro na região do Cariri.
O PTB passou por uma transformação radical depois da mudança de postura e de comportamento do comandante da sigla, o ex-deputado federal Roberto Jefferson, condenado no esquema do mensalão e, agora preso preventivamente, envolvido por supostos crimes digitais, na última sexta-feira (13/08).
Pedro e Arnon Bezerra, por mais que sejam maleáveis e tenham jogo de cintura não conseguirão conviver com o novo PTB de Jeferson e Bolsonaro, ao mesmo tempo em que apoiam a Família Ferreira Gomes e Camilo Santana no Estado, esse mundo não existe mais, principalmente no momento político em que os ânimos se acirram pela sobrevivência política do próprio presidente.
O PTB nunca mais será o mesmo depois de Jeferson e Bolsonaro. .
(Reginaldo Silva, Ceará Notícias)





