O longa competiu com “Sirât”, de Oliver Laxe, vencedor do prêmio do Júri em Cannes, com o palestino “All That’s Left of You”, o zambiano “On Becoming a Guinea Fowl” e o colombiano “A Poet”.
O filme concorre ao Oscar no dia 15 de março nas categorias de melhor filme, melhor ator, pelo papel de Wagner Moura, melhor filme internacional e melhor direção de elenco.
Em seu discurso de agradecimento, Mendonça Filho agradeceu à distribuidora americana do filme, a Neon, e a programadores de cinema ao redor do mundo. “Eu acredito cada vez mais que a programação de filmes nos cinemas é um ato político”, disse o diretor.
“Dedico esse prêmio a jovens cineastas ao redor do mundo, que têm a oportunidade de realizar filmes empolgantes sobre a vida, sobre pessoas, sobre a sua vizinhança. O cinema é a manifestação da memória, é recordar também é um ato político”, adicionou ele.
O discurso vem na esteira das críticas que o Festival de Berlim tem recebido pela falta de posicionamento de seus representantes e participantes a respeito de questões de caráter político que tem sido apresentadas em conversas com a imprensa durante o evento.
O brasileiro Adolpho Veloso levou o prêmio de melhor fotografia pelo trabalho em “Sonhos de Trem”, na mesma categoria em que disputa o Oscar pela produção da Netflix.
Ele competia com Alex Ashe, de “Peter Hujar’s Day”, Norm Li, de “Blue Sun Palace”, David J. Thompson, de “Warfare”, e Nicole Hirsch Whitaker, de “Dust Bunny”./Folha SP
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