Número de casos de Covid-19 no Ceará quase dobra em duas semanas; confira recomendações de prevenção

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O número de casos de Covid-19 no Ceará deu um salto de quase 95% na comparação das duas últimas semanas de novembro com duas semanas anteriores. Entre os dias 5 e 18 de novembro, foram 226 novos casos registrados pela Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa). Aumento pode estar ligado à circulação de subvariante identificada no estado.

Nas duas semanas epidemiológicas entre os dias 22 de outubro e 4 de novembro, o número registrado no Ceará foi de 116 novos casos.

Não houve mortes confirmadas por Covid-19 nas últimas quatro semanas epidemiológicas (22 de outubro a 18 de novembro). Em 2023, a Sesa já registrou 76 mortes causadas pela infecção.

O Ceará teve o total de 16.288 casos notificados entre janeiro e outubro deste ano. Os casos de 2023 representam apenas 1,1% do total já detectado no estado.

Conforme dados da plataforma IntegraSUS, o Ceará teve um total de 1,47 milhão de casos desde o início da pandemia, em 2020, até outubro deste ano.

Conforme informações do secretário executivo de Vigilância em Saúde da Sesa, Antônio Lima Silva Neto (Tanta), o surgimento de novos casos pode ser ligado à identificação de que o Ceará tem a circulação da subvariante JG.3, que descende da variante EG.5, popularmente conhecida como Éris (ver abaixo).

Apesar de a subvariante não estar relacionada a quadros graves, o secretário recomenda medidas de prevenção para conter o avanço de novos casos e agravamento da doença nos grupos mais vulneráveis, como os idosos.

Medidas recomendadas para a população:

  • Vacinas: completar o esquema vacinal, que varia de acordo com a faixa etária. Atualmente, as vacinas estão disponíveis para pessoas a partir dos seis meses de vida e podem ser encontradas nas unidades básicas de saúde.
  • Máscaras: usar máscaras em unidades de saúde e quando apresentar sintomas gripais.
  • Em caso de sintomas: procurar atendimento médico e realizar teste quando houver recomendação do profissional de saúde.

Conforme orienta Tanta, a vacina bivalente está atualizada para proteger a população contra as novas variantes do vírus, incluindo as sublinhagens da variante Ômicron.

“Quem tomar a vacina atualizada, ou seja, completar a quinta dose, estará produzindo alguns anticorpos importantes para combater as variantes que circulam nesse momento. Nós precisamos nos proteger e proteger nossos entes queridos”, afirma o secretário.

Subvariantes

Desde que surgiu, o vírus da Covid-19 tem sofrido mutações e se tornado cada vez mais diferente. As novas cepas que continuam aparecendo são chamadas de variantes. A EG.5 é popularmente conhecida como Éris e é outra subvariante da Ômicron.

É da Éris que descende a subvariante JG.3, identificada no Ceará em sequenciamento genômico mais recente realizado no Laboratório Central de Saúde Pública do Ceará (Lacen).

Conforme o secretário Antônio Lima, a nova variante Éris não tinha sido encontrada no estado até então, apesar de já ter sido identificada em estados como São Paulo e Rio de Janeiro.

O apelido da Éris surgiu nas redes sociais e não é adotado oficialmente pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Ela foi observada pela primeira vez em fevereiro de 2023 e, desde então, os casos vêm aumentando constantemente.

Atualmente, é considerada uma das variantes de interesse, com monitoramento realizado pela OMS. A última publicação da OMS sobre os riscos representados pela EG.5 é de setembro deste ano. No documento, a Éris apareceu como prevalente em 33% dos casos detectados globalmente em setembro.

Apesar de ser uma subvariante com melhores habilidades de se espalhar e infectar pessoas, os casos causados por ela não ficaram mais graves em comparação com os das outras variantes./g1

(Foto reprodução)

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