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Nova Russas: quem ganha com o projeto de reeleição da presidência da Câmara? Por Reginaldo Silva

É cedo para definir quem ganha ou quem perde com a aprovação do projeto da reeleição para presidência da Câmara municipal de Nova Russas.

Por ora, só o atual presidente Adalberto Filho tem se beneficiado com a propositura.

Os vereadores de oposição apresentaram o projeto da releição com validade já para a próxima eleição, que ocorre em dez de dezembro deste ano. Na próxima legislatura, o novo mandato passaria para dois anos com direito a reeleição.

É fato que o atual modelo de eleição anual para presidente da Câmara tornou-se ético e politicamente insustentável, contudo, mudar as regras do jogo em andamento, deixa claro a legislação em causa própria.

Por um lado, a oposição aposta na ruptura do atual presidente da Câmara, Adalberto filho, com o governo do prefeito Rafael Pedrosa. Como o projeto já foi aprovado em primeiro turno na última quarta-feira (05/06), por 11 votos favoráveis e dois contrários, espera-se que em segundo turno ele mantenha o mesmo quadro de votação.

Por outro lado o mentor intelectual da política do prefeito, Washington Pedrosa, aposta na maioria da base governista, em que deixa claro, que a aprovação da reeleição não significa uma vitória do atual presidente numa futura disputa para presidência da Casa. Mesmo com a aprovação da matéria, o governo poderia lançar outro nome para presidente e sair vitorioso, essa é a tese governista.

Os vereadores Chiquinho Diogo e Teixeira não compraram a ideia e já demonstraram contrariedade de cara, votando contra o projeto da reeleição para presidente do Poder Legislativo. Até quando irão manter essa linha de contrariedade, também é outra incógnita.

Assim, faz-se necessário um exercício futurológico, para tentar entender a essência do problema. Partindo do princípio que o projeto seja votado em segundo turno, seguindo a mesma lógica de votação em primeiro turno (11×2). No dia dez de dezembro, Adalberto Filho pode sair candidato e ser reeleito para o mandato de mais um ano a frente da presidência da Câmara. Como presidente já reeleito, Adalberto Filho, tem a liberdade de escolher o melhor caminho para as eleições de 2020.

Caso ele assuma o bloco de oposição, a emenda da reeleição pode ser considerada um golpe de mestre. Caso permaneça na base governista, a emenda da releição não passará de um bote errado.

Aí, nem mel nem cabaça!

 

 

 

 

 

 

 

 

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