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Nova Russas: quanto vale os canteiros da praça da estação? Por Reginaldo Silva

Nova Russas precisa de um local próprio para realizar as Festas de Agosto. Defendo que o atual prefeito ou o futuro gestor(a) façam um projeto para criar um local específico para realização das tradicionais Festas de Agosto do município. Uma quadra com palcos, para atender os mais diferentes tipos de bandas e sons, barracas padronizadas, amplo espaço para instalação do parque e realização de eventos festivos e culturais e ampla área para estacionamento. O município já dispõe de terrenos, de preferência, um pouco afastado do centro da cidade.

Assim, atrairíamos turistas de todos os recantos do País. Uniríamos as tradicionais festividades religiosas ao empreendedorismo, gerando emprego e renda para o município.

Os gestores precisam ir além dos paliativos e pensar grande. Atender aos interesses momentâneos para satisfazer este ou aquele grupo, não constrói o futuro desejado.

A retirada dos canteiros próximo a praça da estação, constrói um espaço mais amplo para realização de eventos. Mas mexe com o nosso patrimônio material e imaterial. Os espaços paisagísticos, como diria o geógrafo Milton Santos é ” tudo aquilo que vemos, o que nossa visão alcança, é a paisagem. Esta pode ser definida como o domínio do visível, aquilo que a vista abarca. Não é formada apenas de volumes, mas também de cores, movimentos, odores e sons”.

Os canteiros podem significar simbolicamente um amontoado de concretos para gestão municipal que necessitam ser removidos para ampliação dos espaços, mas, representam o início na nossa formação histórica. A chegada e partida de trens de cargas e de passageiros desde a inauguração da estrada de ferro em novembro de 1910. Mais recentemente, representa o ponto de encontro dos moradores dos distritos de Sitio Novo e Miguel Antonio, que faziam da barraca do Francisco seu ponto de chegada e de partida.

Mais do que um amontado de concretos que uma máquina leva horas para destruir, o patrimônio imaterial levou dezenas de anos sendo construído dia após dia.

Também defendo que o Parque da Cidade está pequeno para o tamanho da Festa de Agosto, mas, era possível encontrar uma saída sem causar nenhum tipo de destruição.

Foram poucas as manifestações contrárias a medida nas redes sociais, além de uma Nota de repúdio da Associação para o Desenvolvimento Econômico Sócio-Cultural de Nova Russas (ADESN), a qual lamentou o ocorrido.

“Esperamos que a população acorde, caso contrário, em uma manhã dessas vai ver ser apagado todo e qualquer resquício de sua cultura. Então seremos uma cidade sem educação, sem trabalho, sem saúde…e se continuar assim, SEM IDENTIDADE!!” diz um trecho da Nota.

Preservar e resgatar a nossa história é perpetuar valores, mais do que isto, é garantir as futuras gerações o direito de viver na luz e não condenados as trevas do anonimato.

 

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