O presidente da República Jair Bolsonaro, depois da reunião com os líderes partidários estuda a possibilidade de criar um “Conselho Político” com representações partidárias. A ideia é aproximar o Executivo do Legislativo. Quando as coisas começam a desandar essa ideia sempre é proposta pelo núcleo de políticos mais experientes com o objetivo de ajudar o o gestor a tomar decisões mais assertivas. Ocorre que o sistema político brasileiro credita as decisões ao comandante do poder Executivo.
Um estudo feito com os ex-presidentes da República já demonstrou que todas as decisões políticas são intrinsecamente ligadas a personalidade de cada gestor. Um “Conselho Político” tanto pode ajudar como atrapalhar. Em política, o fogo amigo é pior que o fogo inimigo, fazendo-se necessário um grande jogo de cintura para manter o equilíbrio da máquina.
Em Nova Russas, já vi esse filme, nem prosperou o “Conselho Político” e a gestão naufragou. Os gestores acabam fazendo tudo que lhes vem na telha, não importa se a decisão está certa ou errada, eles sempre acham que estão certos porque foram legitimados pela vontade popular, até tornarem-se membros da orquestra de violinistas do Titanic.
(Imagem: reprodução Titanic)






