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Nova Russas: Bolsonaro ou Haddad? Por Reginaldo Silva

A grande pergunta neste segundo turno das eleições em Nova Russas é: para onde irão os 7 273 votos de Ciro Gomes (PDT)?  Para Bolsonaro ou Haddad?

Ciro Gomes foi o primeiro colocado com 7.273 votos. A segunda votação ficou com Fernando Haddad (PT) 5.496 votos e em terceiro, Jair Bolsonaro (PSL) com 2.941, os demais presidenciáveis obtiveram votação insignificante. Alckmin (PSDB) tirou apenas 140 votos, uma a mais que o folclórico Cabo Daciolo (Patriotas) para não citar os demais.

Embora os ânimos comecem a se acirrar nesta reta final do segundo turno, é preciso que os eleitores pesquisem mais sobre a vida e as ideias dos candidatos para formarem melhor juízo de valor. A pior escolha é se omitir, não vai ajudar em nada.

Dentro desse contexto, vale salientar que existem dois conceitos em política que prejudicam mais que contribuem.  Primeiro, votar somente no candidato que vai ganhar.  Segundo, não votar em nenhum, votando em branco ou anulando o voto. Pior ainda, pagar uma multa por não ter votado, sob a alegativa de que o valor é insignificante. Democracia se consolida com participação, valorizando os acertos e corrigindo os erros.

Confesso que as ideologias neste segundo turno não me comovem. A escolha entre um candidato conservador ou progressista, de direita ou de esquerda ou até mesmo a escolha entre um fascista e um democrata. Haddad se apresenta como democrata, mas seu partido defende governos autoritários como o da Venezuela. Bolsonaro diz que seu governo não restringirá direitos democráticos, mas, na votação do impeachment da presidente Dilma, homenageou a pessoa do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, primeiro oficial do Exército brasileiro condenado pela Justiça por prática de tortura durante a ditadura.

Assim, percebemos que contradições existem de ambos os lados e não há mocinhos nesta guerra de marketing eleitoral. Contudo, o eleitor precisa fazer alguns questionamentos para ajudar a decidir seu voto neste segundo turno. O meu município ganha ou perde com a minha escolha? O meu Estado, se fortalece, se prejudica ou fica tudo do mesmo jeito?  E por fim, a principal ideia defendida por esse candidato, bate com a minha?

Quando essas perguntas estiverem respondidas convictamente, o seu voto estará definido, independentemente que o nome de sua preferência neste segundo turno venha ganhar ou não as eleições.

Ao fazer os questionamentos acima, decidi que entre a ideia de liberação das armas defendida por um ex-militar e a defesa de um País por mais educação defendida por um professor, pela minha formação, fico com a bandeira da educação, mesmo respeitando aqueles que no momento defendem a outra bandeira. Viva a democracia!

 

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