Por Reginaldo Silva- Professor, Radialista e Jornalista

O município de Nova Russas abriu oficialmente a semana do seu centenário neste domingo (6) com uma Missa em Ação de Graças na Igreja Igreja Matriz de Nova Russas celebrada por padre Donizete.
A celebração foi marcada pela citação de personagens, homens e mulheres de bem que ajudaram na construção histórica do município.
Nova Russas chega chega aos 100 anos com muitos avanços e grandes desafios pela frente. No campo econômico, se manteve nos primeiros anos pela força da agropecuária, através da curtição de couro às margens do rio Curtume. Com a passagem da estrada de ferro em 1910, antes mesmo de sua emancipação política, o comercio começou a florescer, através das culturas do algodão e da oiticica.
O ciclo do algodão prosperou na cidade, criando uma nova fase de sustentação econômica, que viria fortalecer ainda mais o comércio local.
Após esses ciclos da agropecuária, do algodão e do comércio, surgiu o chochê que durante muitos anos segurou a economia do município. O fluxo de venda dos produtos em vários Estados da federação, criou uma nova classe trabalhadora, as crocheteiras, tecendo fio a fio a ajuda para o sustento das famílias. O crochê durante anos foi a base de sustentação econômica de Nova Russas.
Com a migração de famílias para a região sudeste do País, a Agropecuária ficou no campo da subsistência, a praga do bicudo dizimou a cultura do algodão, o comércio foi o único que resistiu e se fortaleceu ao longo desse período com a sua diversificação de atividades. O crochê por falta de incentivos de políticas públicas, enfraqueceu ao longo do tempo.
Hoje a economia local sobrevive, do comércio, onde uma parte dos empregados ainda não tem seus direitos reconhecidos, da informalidade, do serviço público, com a prefeitura como a grande mantenedora de empregos através de contratos. Os aposentados e os programas sociais ainda sustentam outra parcela das famílias da economia do município.
Nos próximos anos, é preciso um grande esforço conjunto da sociedade, para atrair universidades, produzir conhecimento, criar oportunidades através das novas tecnologias e consequentemente atrair industrias para geração de emprego e renda.
Sem conhecimento, o que se produz não é duradouro e evapora com o tempo. É fácil se constatar nessa retrospectiva rápida do campo econômico dos 100 anos do município.
A única certeza que se tem nesses 100 anos, é que não existe ninguém bom sozinho, a evolução é construída por mãos unidas, sem vaidades e sem utopias, mas por intermédio de um esforço conjunto da união de inteligências em cada área do desenvolvimento humano, que possam assegurar um crescimento real e sustentável para às próximas gerações.





