Muitos fatores chamaram atenção na derrota do Ceará por 3 a 1 para o Floresta, na última quarta-feira, no PV. Mas aqui vou me ater à fragilidade defensiva demonstrada pelo Alvinegro, que já caracteriza ponto crucial para Chamusca corrigir no início da temporada.
Afinal, em apenas três jogos no Campeonato Cearense 2018, o Ceará já sofreu sete gols, a mesma quantidade de gols que levou em todo o Estadual 2017, no qual atuou 16 vezes. (Esse ano, foram dois contra Guarani-J, dois contra Iguatu e três contra Floresta).
Os números, soltos, podem não servir para interpretação. Mas dentro de um contexto de falhas defensivas individuais e coletivas do Ceará eles dizem muito.
Embora cada um dos três gols sofridos diante do Floresta tenha muitos méritos individuais e coletivos dos atletas do Verdão da Vila, em todos é possível apontar falhas defensivas do Vovô.
No primeiro, Gabriel recebe livre no lado direito da defesa alvinegra e lança Paulo Vyctor, que entre três defensores do Ceará recebe livre para marcar.
No segundo, Dim acertou chute de extrema felicidade da intermediária, sem chances pra Éverson. Mas a liberdade que ele teve para dominar, ajeitar, pensar e finalizar colaborou para o desfecho do lance.
No terceiro, o pior dos erros. Falta cobrada na área e Édson Cariús, artilheiro do Floresta, livre na área, não precisa nem sair do chão para cabecear e decretar o placar.
Detalhe: perto de três marcadores que ficaram estáticos. Valdo, Richardson e Roberto só olharam o lance.
É verdade que Rafael Pereira faz falta ao setor, mas sem ele, é necessária reflexão imediata para corrigir os problemas da defesa. Tempo pra isso há./Futebol do Povo





