“Meu momento na seleção brasileira eu acho que já foi. Fiz história ali, sou muito feliz. Vivi muitas coisas ali. Dei meu sangue, minha vida. Sempre briguei e lutei pela amarelinha, mas acho que eu não quero mais não”, disse Neymar após a vitória do Santos por 4 a 2 sobre o Universidad Central, da Venezuela, pela Copa Sul-Americana.
O atacante já havia anunciado antes do Mundial que essa seria sua despedida. “Com certeza será a última. De qualquer jeito.” Ele encerrou sua quarta Copa com cerca de um tempo disputado, reflexo de sua primeira participação como coadjuvante do grupo.
Após a derrota por 2 a 1 para a Noruega que eliminou o Brasil, Neymar voltou a falar em fim do ciclo. Quando passava pelo campo, ele foi chamado pelo repórter da Ge TV e, após cumprimentar o jornalista, disse: “Tentei, tentei. Agora acabou. Comecei aqui, fechei aqui”.
Aos 34 anos, ele se aposenta com 80 gols, ampliando a vantagem como o maior artilheiro da história do Brasil, segundo contagem da Fifa (Federação Internacional de Futebol), —o último foi na derrota para a Noruega—, à frente de Pelé (77), Ronaldo (62), Romário (55) e Zico (48).
A entidade máxima do futebol, porém, desconsidera partidas contra clubes e combinados. Já nos critérios da CBF, que engloba todos os jogos, o Rei soma 95 gols.
Considerado o maior talento da seleção brasileira nos últimos tempos, o atacante disputou quatro Copas do Mundo: Brasil 2014, Rússia 2018, Qatar 2022 e Estados Unidos, Canadá e México 2026.
A melhor campanha foi as semifinais contra a Alemanha, no fatídico 7 a 1, no Mineirão. Seguiram-se duas quedas nas quartas de final, contra a Bélgica (2 a 1) e a Croácia (4 a 2 nos pênaltis, após empate em 1 a 1), e uma nas oitavas, contra a Noruega (2 a 1).
Ao todo, Neymar entrou em campo 130 vezes pela seleção, ocupando o posto de terceiro jogador com mais partidas na história, atrás apenas dos laterais Cafu, com 150 jogos, e Roberto Carlos, com 132.
O primeiro —e único título— com a seleção principal foi o da Copa das Confederações de 2013, marcando um dos gols na vitória por 3 a 0 sobre a favorita Espanha na decisão, no Maracanã. Vice-artilheiro da competição, com quatro gols, levou o prêmio Bola de Ouro dado ao melhor jogador da competição.
Ele também conquistou a medalha de ouro com a seleção olímpica nos Jogos do Rio de Janeiro, em 2016, batendo a Alemanha na decisão por pênaltis, no Maracanã./Folha SP
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