Uma operação da Polícia Civil de Goiás (PCGO) cumpriu dois mandados de busca e apreensão contra uma mulher investigada por comercializar e aplicar hormônios sem prescrição médica. A operação aconteceu na capital goiana e teve o apoio da Vigilância Sanitária de Goiânia.
Inicialmente, a polícia informou que os hormônios eram de uso proibido no Brasil, no entanto, a delegada responsável pela apuração do caso, Débora Melo, afirmou que os medicamentos podem ser vendidos no país, porém, com prescrição médica.
Comércio ilegal
De acordo com a investigadora, a mulher comercializava as substâncias por meio de uma rede social e exercia de forma ilegal a profissão de médica. Por isso, ela deve responder por exercício ilegal da medicina e serviço de alta periculosidade.
Ainda segundo Débora, a suspeita tentou convencê-la sobre a qualidade do produto. “Ela tem lábia, tentou me convencer de que o produto era bom, que funcionava e que ela não estava fazendo nada de errado”, disse a delegada.
A substância comercializada pela mulher foi identificada como, HCG, e é conhecida como hormônio do crescimento e somente médicos podem receitar. O produto era utilizada para o emagrecimento.
Sem comprovação
Ainda conforme a corporação, a investigação aponta que a dieta para que o hormônio era vendido, não possui nenhuma evidência científica de que realmente contribui para o emagrecimento, além de gerar uma série de riscos à saúde pública, como tromboses, Acidente Vascular Cerebral (AVC) e infartos.
A Vigilância Sanitária de Goiânia multou a suspeita em R$ 80 mil./Metrópoles
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