Com a ação do MP e os desdobramentos das investigações, Bebeto Queiroz corre o risco de ser cassado pela Justiça. O prefeito eleito de Choró é um dos alvos da operação da Polícia Federal por compra de votos nas eleições de 2024, além de outras investigações em curso oriundas do Ministério Público Estadual e da Polícia Civil, que o identificaram o gestor como um dos supostos envolvidos em licitações fraudulentas e desvio de recursos públicos do Município de Choró, com ramificações em vários municípios cearenses.
Mesmo foragido, Bebeto Queiroz foi diplomado em cerimônia da Justiça Eleitoral, onde foi representado pelo filho, Daniel Queiroz, por meio de procuração, no último sábado (14/12).
ENTENDA O CASO
Bebeto Queiroz está foragido por ter mandado de prisão em investigação de um suposto esquema de compra de votos e por influenciar nas eleições de outubro “em dezenas de municípios do Ceará”. As investigações devem apontar o interesse do gestor com esses municípios.
Em 4 de outubro, a Polícia Federal deflagrou uma primeira operação, chamada de Mercato Clauso. Na ocasião, a PF apreendeu R$ 600 mil com indivíduo vinculado a grupo que atuava nas cidades de Fortaleza, Canindé e Choró.
O Ministério Público do Ceará (MPCE), em novembro deflagrou uma novo operação, investigando suspeitas de irregularidades em contratos feitos pela Prefeitura de Choró. O prefeito da cidade, Marcondes Jucá (PT), foi preso na operação, denominada de Ad Manus.
Nessa operação Bebeto Queiroz foi considerado foragido pela Justiça, mas acabou se entregando à Polícia Civil no dia seguinte. Ele chegou a ficar 10 dias detido, mas, em seguida, foi liberado.
Já no início de dezembro, o prefeito eleito de Choró voltou a ser alvo da operação Vis Occulta, um desdobramento da operação Mercato Clauso. Bebeto não foi localizado pelos agentes federais, portanto, é considerado foragido.
De acordo com a PF as investigações existem fortes indícios de compra de votos por meio de Caixa 2, envolvendo contratos públicos direcionados a empresas vinculadas à organização criminosa”. Ainda conforme a corporação, os recursos eram destinados ao “financiamento ilícito de campanhas eleitorais”.
Caso o prefeito eleito de Choró siga desaparecido ou sua prisão seja renovada até depois de 1º de janeiro, quem toma posse da Prefeitura perante a Câmara Municipal de Choró é o seu vice Bruno Jucá.
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