Duda estreou no marketing político em 1985, quando trabalhou na campanha de Mário Kertész para a prefeitura de Salvador.
O ex-marqueteiro do Partido dos Trabalhadores (PT) estava hospitalizado para tratar um câncer no cérebro e fazia quimioterapia. Em junho, ele foi diagnosticado com a Covid-19, teve o quadro de saúde agravado e precisou ser intubado. O corpo de Duda será cremado, e os detalhes sobre o local estão sendo definidos pelos familiares.
A TRAJETÓRIA
José Eduardo Cavalcanti de Mendonça, o Duda, nasceu em 10 de agosto de 1944, em Salvador. A trajetória profissional de quase 50 anos começou a ganhar forma ainda em 1975, quando ele criou a agência DM9 Propaganda.
Entre as campanhas que liderou, se destacam a de Paulo Maluf à Prefeitura de São Paulo em 1992, quando criou o slogan São Paulo é Paulo. Ele também foi o responsável pela mudança de postura do então candidato a presidente Luiz Inácio Lula da Silva a chegar ao Palácio do Planalto pela primeira vez, deixando a marca do publicitário na campanha de “Lulinha Paz e Amor” em 2002. Na Europa, Duda também ajudou a eleger o ex-primeiro-ministro lusitano Pedro Santana Lopes.
O publicitário também atuou nas campanhas dos irmãos Ciro e Cid Gomes no Ceará, respectivamente a deputado federal e a governador, em 2006. Os dois se elegeram.
O primeiro escândalo de corrupção em que Duda Mendonça foi citado foi o Mensalão, em 2005. O marqueteiro virou réu no Supremo Tribunal Federal (STF) junto com outras 37 pessoas e foi acusado de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Em 2017, o publicitário assinou um acordo de delação premiada relacionado à Lava Jato, que foi homologado pelo ministro Edson Fachin, do STF. Ele foi o terceiro marqueteiro do partido a assinar a delação. As revelações foram anexadas à investigação e são mantidas sob sigilo desde então.





