Na Avenida Paulista, manifestantes levaram uma grande bandeira do Brasil, para se contrapor a bolsonaristas que levaram bandeiras americanas para os atos de Bolsonaro realizado no último dia 7 de setembro.
Segundo o Monitor do Debate Público da USP, 42,4 mil pessoas compareceram à Paulista neste domingo. No ato bolsonarista pró-anistia foram 42,2 mil.
Os atos realizados neste domingo foram marcados por cartazes chamando o Congresso de “inimigo do povo” por causa da aprovação da PEC que impede o andamento de processos criminais contra parlamentares, sem autorização do Congresso, além de combaterem a anistia.
Em São Paulo, o protesto começou por volta das 14h. O deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) afirmou que o Congresso precisa derrotar o que chamou de “anistia light” aos condenados nos ataques de 8 de Janeiro. “Não tem meio termo”, disse.
Na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, os manifestantes exibiram dois grandes bonecos infláveis: um de Jair Bolsonaro com camisa de presidiário e outro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o chapéu do “Tio Sam”.
Na representação, Trump carrega um cartaz com as palavras “Epstein list”, em referência à relação do presidente americano com o empresário Jeffrey Epstein – condenado por pedofilia e morto em 2019 –, de quem Trump era amigo.
Os manifestantes em Copacabana seguravam cartazes com os dizeres: “Congresso, vergonha nacional!” e “os piores deputados da História”, além dos motes “sem anistia” e “não à PEC da Bandidagem”.
O ato no Rio conta com apresentações musicais de Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Djavan, Marina Sena, Ivan Lins, Maria Gadú, Paulinho da Viola e Lenine. Conforme a contagem do Monitor do Debate Público da USP, o público foi de 41,8 mil pessoas.





