O Kisqali foi usado no estudo junto com a terapia endócrina padrão para tratar um tipo de câncer que cresce em resposta a hormônios e foi comparado a esse tratamento isoladamente.
A Novartis deu uma breve prévia dos dados do Kisqali em março, impulsionando suas ações e perspectivas de crescimento.
O medicamento foi aprovado para tratar o câncer de mama causado por hormônios que se espalhou para outras partes do corpo. Com isso, a Novartis conquistou participação de mercado do Ibrance, da Pfizer.
Mas um diagnóstico precoce, quando os tumores ainda podem ser removidos cirurgicamente, é muito mais comum, representando cerca de 90% dos pacientes.
Ainda assim, medicamentos melhores são necessários após a cirurgia porque o câncer retorna mais tarde entre um terço e metade dos casos.
A Novartis enfatizou taxas muito baixas de efeitos colaterais sintomáticos em seu estudo, importantes para pacientes que enfrentam tratamento de anos, com diarreia grave afetando 0,6% dos participantes usando o Kisqali ante 8% a 20% das mulheres em testes com o medicamento Verzenio, da rival Eli Lilly.
A divulgação aumentou a confiança do mercado nas metas emitidas pelo presidente-executivo Vas Narasimhan para o crescimento anual das vendas de 4% até 2027 e uma margem de receita operacional principal de 40% a partir de 2027, disseram analistas.
A Novartis solicitará aprovação para uso mais amplo nos Estados Unidos e na Europa antes do final do ano, acrescentou./ Folha SP
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