A declaração veio após Flávio anunciar que recebeu do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, a missão de disputar a presidência em 2026. Para Malafaia, o anúncio foi precipitado e mal conduzido, acirrando tensões internas.
“Um dia antes, a Michelle visita Bolsonaro, e ele não diz nada. E, para mostrar a falta de estratégia de Flávio, ele nem primeiro reuniu o partido dele para falar. Não. Usa uma rede social e quer botar goela abaixo. O que eu quero dizer é que ele não tem musculatura política nesse tempo para ser candidato a presidente”, afirmou o pastor em vídeo publicado nas redes.
Além de questionar a força política do senador, Silas Malafaia também apontou a ausência de unidade estratégica da direita e chamou atenção para a necessidade de alianças com o centro político.
“Ninguém vai ganhar a eleição se não fizer acordo com o centro. Vamos parar de falso puritanismo. E, para mim, agora, nesse momento, o melhor candidato é o Tarcísio, que tem musculatura política, e Michelle como vice”, completou.
A fala expõe um novo capítulo da disputa dentro da direita: enquanto Flávio Bolsonaro tenta consolidar seu nome com apoio do pai, setores influentes defendem outros caminhos, com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) ganhando força no debate interno.
O episódio reforça o quadro de fragmentação da oposição ao governo Lula no período pré-eleitoral. Com diferentes grupos defendendo projetos distintos, a direita chega a 2026 sem definição sobre candidatos e estratégia, e com sinais de que novas divergências devem surgir ao longo dos próximos meses.
No centro da discussão, permanece a grande pergunta: quem será capaz de unificar o bloco conservador brasileiro e apresentar um nome competitivo para enfrentar o lulismo nas urnas?





